Hospital Cruz Vermelha se oferece para integrar rede de atendimento a gripe suína em SP
CLAYTON FREITAS
da Folha Online
O hospital Cruz Vermelha (antigo Defeitos da Face), em São Paulo, se ofereceu para integrar a rede de atendimento de casos suspeitos de gripe suína, como é chamada a gripe A (H1N1). Outras 13 instituições foram convidadas pelo governo do Estado para reforçar a rede pública, que conta com 18 hospitais de referência.
Segundo o médico Claudio Gonsalez, do CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) dos hospitais Cruz Vermelha e Cema, a adesão é simples e demanda apenas regularizar as entradas do caso suspeito ao hospital. "Os hospitais têm como fazer e basta apenas uma mudança no fluxo [onde as pessoas entram e saem] e como são encaminhadas", afirmou. Ele disse que a diretoria do Cema é que vai decidir se adere ou não.
A adesão das instituições não é obrigatória. Afora o Cema e a Cruz Vermelha os hospitais particulares convidados são Sírio Libanês, Albert Einstein, as três unidades do Hospital São Luiz, Santa Catarina, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Samaritano, Santa Paula, Nove de Julho e o pronto-socorro Sabará, além dos laboratórios Fleury e Dasa.
De acordo com o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, 80% dos casos confirmados no Estado são de pessoas que possuem convênios médicos e poderiam ser atendidas nos hospitais que hoje são convidados para integrar a rede de referência.
O secretário também afirmou que o atendimento não acarretará valores adicionais aos pacientes, pois os convênios devem cobrir esses custos. De acordo com ele, é possível que os laboratórios Fleury e Dasa venham a fazer o diagnóstico de gripe suína desde que atendam a todos os critérios estabelecidos pelo Adolfo Lutz e adquiram os kits necessários para a confirmação da doença.
A ampliação da rede ocorreu devido à grande demanda que vem sendo observada nos últimos dias. Só no hospital Emílio Ribas a procura diária passou de 70 para 300, o que resulta em demora de até 2 horas no atendimento.
Barradas Barata afirma que a ampliação também ocorreu devido à expectativa do aumento do número de casos em consequência das férias e do inverno.
Suína X sazonal
O secretário disse ainda que passados cerca de 60 dias dos primeiros casos de gripe suína, está sendo observado que a gripe suína está tendo um comportamento semelhante à gripe sazonal. O procedimento adotado até então --de coletar materiais apenas para verificar se a gripe é suína-- irá mudar.
"Vamos tratá-la [gripe suína] como se fosse uma gripe comum no local onde habitualmente essa população se trata", afirmou.
O que leva os técnicos a terem essa análise é o índice de letalidade da doença, de cerca de 0,4% contra 0,5% da gripe comum.
Segundo a médica Clelia Aranda, responsável pelo centro de controle de doenças da Secretaria Estadual de Saúde, ante a isso, a expectativa é que a OMS reduza o índice de pandemia que classificou a doença.
Exame
Aranda afirmou que apesar de os dois laboratórios não serem referências para a OMS (Organização Mundial de Saúde) no país, eles podem fazer os exames desde que atendam a todos os critérios já utilizados no Adolfo Lutz, Fiocruz (Rio de Janeiro) e Evandro Chagas (Belém).
O método mais recomendado é o PCR (Reação em Cadeia de Polimerase), um kit que auxilia a confirmação da gripe suína.
O médico David Uip, diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, considerou importante a adesão dos hospitais particulares, "Mais do que importante é mais inteligente, uma vez que 40% dos paulistas tem planos de saúde e se trouxermos para a cidade de São Paulo eleva-se para 80%", disse.
Segundo ele, inicialmente os hospitais particulares devem fazer a coleta e encaminhar para o Adolfo Luz. Caso esses dois labarotários venham a fazer o processamento, eles devem arcar com os custos dos kits.
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Especial



O Ministério da Saúde, brevemente, lançará nos veículos de comunicação campanhas sobre Influenza A (H1N1).
Preocupamo-nos em manter a população bem informada, em virtude disso estamos à disposição nas redes sociais para responder quaisquer dúvidas e no Portal da Saúde (www.saude.gov.br) há informações e orientações sobre a doença para os cidadãos.
Ainda temos casos de Influenza no Brasil, mas em números reduzidos.
Para mais informações:
fernanda.scavacini@saude.gov.br
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Vou tocar de novo no mesmo ponto. Onde estão as propagandas sobre a gripe?
Muita gente acredita que a gripe acabou. Alertar e informar é o mínimo que se pode fazer. E vou repetir mais uma vez:
Não adianta colocar as propagandas quando a 2 onda começar, o povo precisa de tempo para se adaptar aos hábitos necessários para prevenir a gripe. É preciso começar agora!
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Tais informações você encontra no Informe Epidemiológico Influenza Pandêmica (H1N1) 2009 - Edição 11 - Dezembro de 2009. O link de acesso é este: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/boletim_influenza_se_47.pdf.
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