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Cotidiano
01/07/2009 - 11h39

Polícia indicia tia e prima de austríaca por suspeita de tortura no Rio

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DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio

O delegado titular da 36ª DP (Santa Cruz), Aguinaldo Ribeiro da Silva, indiciou por tortura Geovana dos Santos Vianna, 42, e Lílian Vianna, 21, tia e prima da menina austríaca Sophie Zanger, 4, que morreu no dia 19 de junho de traumatismo craniano provocado por uma pancada, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. Segundo Ribeiro, o inquérito será entregue à Justiça.

O laudo do IML ( Instituto Médico Legal) constatou que a criança, filha do austríaco Sascha Zanger, tinha várias lesões antigas no corpo, possivelmente causadas por agressões. O exame ainda apontou que o corpo da menina tinha várias equimoses (manchas na pele produzidas por extravasamento de sangue), geradas em datas diferentes.

Vizinhos também afirmaram à polícia que ouviam gritos e choro da criança com frequência na casa da tia. Geovana e Lílian negam as agressões e afirmam que Sophie morreu depois de levar um tombo no banheiro de casa.

Crime

No dia 19 de junho, Sophie foi levada com traumatismo craniano para o hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, no município de Duque de Caxias, pela tia, Geovana Vianna, que tinha guarda da menina e de seu irmão. A mãe das crianças, Maristela dos Santos, 40, estava desaparecida desde abril e só foi encontrada pela polícia no dia 22 de junho.

A menina não resistiu ao ferimento na cabeça e morreu no hospital. Na primeira semana de junho, ela havia dado entrada desmaiada num posto médico em Santa Cruz (zona oeste do Rio).

O pai da criança, o austríaco Sasha Zanger, 39, culpa a Justiça brasileira pela morte da filha. Ele diz que a menina e o irmão dela, de 12 anos, foram trazidos da Áustria para o Brasil pela ex-mulher, brasileira, sem sua permissão em janeiro do ano passado.

Zanger, que chegou no último dia 18 ao Brasil para ver a filha afirma que tenta reaver a guarda das crianças e levá-las para a Áustria desde que a mãe deixou o país.

Com a mãe desaparecida e as suspeitas de que a menina estava sendo agredida pela tia e por uma prima de 21 anos, a Justiça transferiu na semana passada a guarda das crianças para a mãe adotiva de Maristela dos Santos, Anayá Rocha.

 

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