Brasil aumenta fiscalização em fronteiras para evitar entrada de gripe suína
GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre
PABLO SOLANO
da Agência Folha
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o governo do Rio Grande do Sul anunciaram nesta quarta-feira que vão triplicar o número de agentes de saúde nas fronteiras para tentar identificar, no momento de ingresso ao território brasileiro, pessoas com os sintomas da gripe A (H1N1).
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Segundo o anúncio, os cem funcionários da Anvisa que já fazem o trabalho de monitoramento nas divisas com o Uruguai e a Argentina receberão apoio de mais 200 servidores estaduais e de prefeituras para abordar viajantes que se deslocam em ônibus, carros e caminhões a partir da próxima semana.
Os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e da Defesa, Nelson Jobim, também negociam a cessão de militares do Exército para ajudar nos trabalhos, segundo informou o gerente de fiscalização de portos, aeroportos e fronteiras da Anvisa, Paulo Coury.
O número de postos do órgão subirá dos atuais sete para 15. A medida foi tomada um dia depois de Buenos Aires ter decretado emergência por causa da nova gripe.
Passageiros de ônibus deverão preencher um formulário sobre o seu estado de saúde e informar endereço e telefone de destino para que as autoridades possam monitorá-los caso algum passageiro seja diagnosticado com a doença. Os caminhoneiros apenas receberão orientação de procurar postos de saúde, caso apresentem os sintomas.
Na fronteira com o Uruguai, a fiscalização foi intensificada nesta semana. Assim como o Brasil, o país vizinho notificou uma morte provocada pelo vírus. Todos os caminhoneiros que entram no Brasil pela cidade de Santana do Livramento passaram a preencher uma declaração de saúde.
"A maioria dos novos casos que o Brasil está registrando tem origem na Argentina. E é provável que o RS em pouco tempo seja o Estado com maior número de casos porque há muito trânsito entre os dois países", disse o secretário estadual de Saúde, Osmar Terra.
Hoje, em todo o Estado havia 90 casos confirmados da doença e outros 187 suspeitos. Em Itaqui (723 km de Porto Alegre), as audiências judiciais foram suspensas e devem ser retomadas na próxima quinta-feira. A cidade está em situação de emergência em virtude de casos suspeitos.
A adolescente de 14 anos do município de São Gabriel que está internada no Hospital Universitário de Santa Maria permanece em estado grave. Em Belo Horizonte (MG), um homem de 27 anos com o vírus está internado no Hospital das Clínicas e respira com a ajuda de aparelhos.
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A industria da morte, formada pelas coorporações farmaceuticas, agradece.
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O site de muita gente é outro, sua praia não é a saude. O governo sabe disso.Acho que o MS deve
aproveitar e entender também que essa coletividade vai piorar o contagio do H1N1.
Deveria acontecer campanhas de sensibilização e esclarecimentos para todos melhorar sua condiçao de conhecimento e ter interesse também para esse conhecimento,vai evitar propagação do H1N1.
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O plano propunha diferentes cenários para a próxima pandemia de gripe: entre 35 milhões e 67 milhões de brasileiros seriam afetados pelo vírus pandêmico, de 3 milhões a 16 milhões desenvolveriam algum tipo de complicação, entre 205 mil e 4,4 milhões necessitariam de hospitalização.
O Ministério da Saúde renegou o próprio trabalho; o ombudsman da Folha disse que a matéria era o "pior erro jornalístico" ocorrido durante seu mandato; a vanguarda do movimento lulista viu no texto mais uma tentativa de golpe contra o governo do PT; o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a reportagem era patética, pois aplicava ao H1N1 parâmetros válidos apenas para o H5N1, a gripe aviária.
O Ministro não sabia, ou, mais provavelmente fez que não sabia, os dois dados conhecidos para o H5N1: 0% de taxa de transmissão entre humanos e mais de 60% de letalidade entre os casos contraídos de animais.
Em seguida o Ministério da "Saúde" passou a divulgar um número que não se sustenta por nenhum critério conhecido: a gripe sazonal mata, no Brasil, todos os anos, 70 mil pessoas.
Felizmente, o País conta com pessoas, não sei se muitas, que, como jornalista Hélio Schwartsman, se propõem fazer um jornalismo sério, independente, investigatório e corajoso.
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