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Cotidiano
02/07/2009 - 08h02

Rapaz diz ter recebido R$ 2.000 para levar assassino de psicóloga

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da Folha de S.Paulo

A Polícia Civil de São Sebastião (litoral norte de SP) prendeu na sexta o desempregado Claudemir Rossi Marques, 29, que, segundo a polícia, admitiu ter participado da morte da psicóloga Renata Novaes Pinto, da Unifesp, em novembro passado na Vila Madalena (zona oeste).

Renata foi morta com três tiros, quando chegava em casa.

Marques, que morava em Guarulhos na época do crime, disse à polícia ter sido contratado, por R$ 2.000, por um vizinho para levar em sua moto um desconhecido, que viria a ser o assassino da psicóloga.

Ele alega que aceitou participar do crime por acreditar que iriam roubar um veículo da mesma cor e modelo utilizado pela vítima. Disse não saber quem é a pessoa que contratou seu vizinho --a única dúvida da polícia até o momento.

Segundo a polícia, Marques disse no depoimento "estar muito arrependido" e que "apenas tinha conhecimento de que iriam roubar um veículo, e não matar uma pessoa".

Ainda de acordo com a versão do suspeito, o vizinho que o contratou se chama José Neudes Rodrigues do Prado, conhecido como "Alemão". A polícia não informou se já o prendeu.

Prado teria acompanhado, em um carro, a dupla na moto até a frente da casa da vítima. Em sua confissão, o desempregado disse nunca ter visto ou ouvido falar do motoboy José Tranquilino da Silva, 32, preso desde novembro do ano passado pelos policiais da 3ª Seccional Oeste de São Paulo como sendo o "principal suspeito" pela morte da psicóloga.

De acordo com o delegado Jorge Carlos Carrasco, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública, Silva continua preso. O policial foi procurado ontem na 3ª Seccional, mas disse não poder atender à reportagem.

A Folha não conseguiu falar com familiares de Marques. Ele não foi acompanhado por um advogado nos interrogatórios.

(ROGÉRIO PAGNAN, ANDRÉ CARAMANTE e JOSÉ ERNESTO CREDENDIO)

 

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