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Cotidiano
03/07/2009 - 08h38

Franceses criticam legistas brasileiros que atuam em autópsia dos corpos do voo 447

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colaboração para a Folha, em Paris
da Agência Folha, em Recife

As autoridades brasileiras que cuidam da autópsia dos corpos de vítimas da queda do Airbus foram alvo de crítica durante a divulgação, nesta quinta-feira, do relatório preliminar do BEA (Escritório de Investigações e Análises), que cuida da investigação das causas do acidente.

Alain Bouillard, do BEA, disse que os laudos das autópsias poderiam dar mais indícios sobre os momentos finais do voo 447, mas que o órgão ainda não teve acesso às informações.

Leia a cobertura completa sobre o voo AF 447
Veja nomes de passageiros que estavam no avião

"O pedido já foi foi feito às autoridades brasileiras, mas ainda não há uma data prevista para recebermos os laudos", disse Bouillard.

A Secretaria da Defesa Social de Pernambuco negou que esteja dificultando o acesso dos franceses aos dados, mas não informou se os laudos foram ou não entregues ao BEA.

Foi a segunda vez em 15 dias que o BEA se manifestou sobre a suposta dificuldade dos franceses em obter informações sobre as autópsias, que estão sendo feitas no IML (Instituto de Medicina Legal) de Recife.

No dia 17 de junho, o órgão disse que, além da falta de dados, um médico francês não foi autorizado a participar dos exames. O IML alegou que o perito não estava credenciado. Segundo a secretaria estadual, quatro especialistas da França --um comandante de polícia, um investigador, um cirurgião dentista e um médico- acompanham os trabalhos desde o dia 10 de junho.

Esses peritos, informou, atuam como observadores, mas têm livre acesso aos trabalhos e participam das reuniões diárias realizadas pelos legistas, quando são elaborados relatórios e definidas conclusões.

Dos 51 corpos encontrados, 35 já foram identificados.

Comunicação

O BEA também levantou dúvidas, laterais em relação ao acidente, ao analisar as comunicações dos controladores de voo. Para Bouillard, não foi "normal" a demora de seis horas entre o desaparecimento do avião e o início do alarme de desastre e respectivas buscas.

O avião fez o último contato por rádio com o Brasil às 22h33. Deveria entrar em contato novamente às 23h20 no ponto Tasil (1.200 km de Natal), fronteira entre a área sob controle brasileiro e a de responsabilidade do Senegal.

Como o avião não se reportou às 23h20, Bouillard afirma que após três minutos deveria haver contato entre os controladores brasileiros e senegaleses. "Esse é um dos eixos das investigações: descobrir por que levou tanto tempo para as mensagens de alerta serem lançadas", disse.

(CINTIA CARDOSO E FÁBIO GUIBU)

Comentários dos leitores
JAIRO COSTA MARTIN (7) 02/10/2009 01h46
JAIRO COSTA MARTIN (7) 02/10/2009 01h46
TEMOS QUE PASSAR POR MUITAS COISAS EM NOSSAS VIDAS, UM DELAS E A MORTE DEUS DEU SABEDORIA PARA TENTAR EVITAR MAIS PREVER SOMENTE ELE MESMO NAO E VERDADE , CUIDE DE SUA VIDA ENQUANTO HA TEMPO ANTES QUE DEUS LHE LEVE A ALMA. sem opinião
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Aluisio Ramos (3) 30/09/2009 14h16
Aluisio Ramos (3) 30/09/2009 14h16
Mais engraçado ainda é eles, com tanto o que fazer para a sociedade em geral , se dedicarem a uma parcela que sabe e tem como lutar por seus direitos. Mais uma vez nossos politicos mostram a que vieram.
MÉDIA, esses inuteis só fazem Média
sem opinião
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Antonio Miacci (1) 25/09/2009 12h21
Antonio Miacci (1) 25/09/2009 12h21
Boa tarde. O assunto em questão é sobre malfadado acindente do vôo 447. É notório que a empresa em questão, vai recorrer em todas as instancias para não delapidar seu rico "dinheirinho". 1 opinião
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