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Cotidiano
03/07/2009 - 16h07

Júri ouve depoimentos de acusados de matar estudante em Ouro Preto (MG)

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da Folha Online

O julgamento dos quatro acusados de envolvimento na morte da estudante Aline Silveira Soares, 18, entrou no terceiro dia de interrogatórios no início da tarde desta sexta-feira, em Ouro Preto (MG). O julgamento acontece desde a última quarta-feira (1º), totalizando mais de 15 horas.

Os depoimentos começaram por volta das 13h, sendo que hoje serão ouvidos os quatro jovens acusados do crime, que ocorreu em outubro de 2001. Segundo informações do TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas), a expectativa é que o julgamento termine entre a noite desta sexta-feira e a madrugada deste sábado (4).

Ontem, a Justiça ouviu seis testemunhas de defesa e três indicados pelo Ministério Público, entre elas, a mãe da vítima, que emocionada disse que os acusados "não se defendem, só acusam".

Já as testemunhas de defesa eram colegas dos jovens e disseram nunca tê-los visto jogando RPG (Role Playing Game). Para acusação, o crime teria ocorrido durante o jogo.

Até esta sexta-feira, foram ouvidos 21 depoimentos, sendo dez testemunhas de acusação, cinco informantes e seis de defesa. Após o interrogatório, terá início os debates entre a acusação e a defesa.

Crime

Para a acusação, a jovem pode ter sido morta durante um jogo de RPG --na época do crime, a polícia encontrou livros de RPG entre os pertences dos acusados e indícios de que o crime teria sido inspirado no livro 'Vampiro - A Máscara'.

A denúncia da Promotoria diz que Aline foi a Ouro Preto para uma festa com uma prima --que está entre os quatro réus. As duas chegaram à cidade em 11 de outubro e ficaram na república dos outros três acusados.

O corpo da estudante foi encontrado na madrugada do dia 14 de outubro de 2001 no cemitério da igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia. Ela estava sem roupas e apresentava 17 lesões pelo corpo.

A prisão preventiva dos acusados foi decretada em abril de 2006. Segundo o Ministério Público, os acusados tentaram obstruir provas durante as investigações. A polícia afirma que os acusados tiraram cartazes de jogos RPG da república, lavaram roupas e limparam um dos quartos com cloro.

Os quatro acusados são acusados de homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, com emprego de meio cruel e com impossibilidade de defesa para a vítima.

 

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