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Cotidiano
05/07/2009 - 09h41

Pacientes da gripe suína dizem ter sofrido discriminação

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MÁRCIO PINHO
da Folha de S.Paulo

A disseminação da gripe suína e a paranoia que se criou em torno da doença têm colaborado para que infectados e quem teve contato com algum doente sintam-se discriminados.

A estudante de jornalismo Eloá Orazem, 22, conta que recebeu esse tratamento no dia de seu aniversário, 23 de junho, quando já tinha certeza de que tinha a gripe -ela ficou com os mesmos sintomas de uma amiga que havia recentemente chegado da Argentina doente.

"Ninguém quis me dar um abraço. O que mais incomodou foram as piadinhas do tipo "deixa eu ficar longe" ou colegas cobrindo o rosto ainda achando que estão sendo engraçados."

Ela conta que começou a sentir a reação já no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde foi fazer o exame da gripe. No local, pacientes a olhavam com apreensão e evitam ficar próximos dela ao verem que levava uma máscara no rosto.

Eloá pôde finalmente comemorar seu aniversário após sair do isolamento de sete dias em sua casa. Mesmo após esse período, que é quando a doença pode ser transmitida, uma amiga ainda evitou abraçá-la.

Já de volta ao trabalho em um escritório de comunicação, outra colega, que se senta ao seu lado, permanece apreensiva. Porém, para Eloá, passado o pior, esse tipo de reação já é motivo de descontração.

Família

Outra universitária que contraiu a gripe e pediu para não ter o nome revelado afirmou que conhecidos passaram a telefonar durante seu isolamento para confirmar se ela estava mesmo com a gripe suína. "Alguns diziam que também já estavam com sintomas. O pessoal é bastante hipocondríaco."

A estudante também diz ter percebido que pessoas no Emílio Ribas procuravam distância.

Sua família também vivenciou reações semelhantes. O irmão foi dispensado do colégio porque comentou a situação com um colega -a novidade logo chegou à diretora; o tio, após receber a notícia da doença da doença da sobrinha, também foi dispensado; a mãe, que é comerciante, teve que trabalhar sozinha, pois as vendedoras da loja recusaram-se a comparecer; e, por fim, no local de trabalho da universitária, as atividades foram suspensas.

Comentários dos leitores
MARCOS BORGES (151) 20/11/2009 19h41
MARCOS BORGES (151) 20/11/2009 19h41
A Folha não está cumprindo com seu papel comunicativo, e também orientador, em relação a GRIPE A;
1- Onde estão as informações diárias sobre a situação real ?
2- Porque este silêncio ?
3- São mais de 1500 mortes no Brasil, representando 38% do total de mortes em todo o mundo.
4- Porque o silêncio, FOLHA ?
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juliana poni (78) 20/11/2009 19h35
juliana poni (78) 20/11/2009 19h35
Houve um erro?
Como pode ser um erro ficar dias afirmando que era a automedicação que havia feito o governo recolher o tamiflu e depois falar que não recolheu?
Impossível de engolir...
Como uma hora diz que recolheu e depois que não recolheu?
A palavra ERRO não tem como ser aplicada nesta situação.
Acho perda de tempo também ficar argumentando com vocês se a OMS recomenda ou não o uso do remédio mesmo em quem não está grave nas primeiras horas, pois hoje estão afirmando que estão corretos, mas amanhã vão simplesmente dizer:
foi um erro ou foi desencontro de informações.
Tenho até pena de nós brasileiros, é cada uma....
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Roberto Cabongo (1) 20/11/2009 17h52
Roberto Cabongo (1) 20/11/2009 17h52
Bom....Se somos 1/3 melhor ainda. Seremos os melhores preparados biologicamente falando p/ assimilar o virus. Contra virus aeróbicos ninguém combate. Simplesmente, como diaria uma ex-prefeita, goza. Ser saudável vai fazer a diferença entre a vida e a morte. Aceitem isso! sem opinião
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