Campos do Jordão (SP) pede que garçom mantenha certa distância de turistas por gripe suína
LEANDRO NOMURA
enviado da Folha de S.Paulo a Campos do Jordão
Na última sexta-feira, agentes da Prefeitura de Campos do Jordão (181 km de São Paulo) estiveram em restaurantes e bares da região do Capivari, centro turístico da cidade, para orientar funcionários sobre a nova gripe A (H1N1), conhecida como a gripe suína.
De acordo com o gerente da choperia Baden Baden, Paulo Donizeti Gonçalves, a recomendação é que os garçons tentem manter uma distância de segurança dos clientes, cerca de meio metro, e esterilizar as mãos a cada cinco minutos. Para isso, dez saboneteiras com álcool em gel estão à disposição dos funcionários, que também foram orientados a avisar o gerente caso suspeitem de algum caso da gripe.
"Para qualquer detecção de gripe e mal-estar dos clientes, a prefeitura deixou um telefone para a gente acionar uma brigada especialmente criada para cuidar dos casos", explica Gonçalves.
Informação errada
Mas, diferentemente do informado, o número passado pela prefeitura, o do hospital particular São Camilo, atende apenas consultas particulares ou convênios médicos e não está preparado para atender casos da gripe A (H1N1). "O hospital de referência na cidade para esses casos é o São Paulo. Para consultas particulares e para quem tem convênio, fazemos a primeira avaliação e, caso realmente haja uma suspeita, encaminhamos para lá", diz Éder Rodrigo Romeiro, gerente do São Camilo.
Quem depende da rede pública de saúde é orientado a ir diretamente para o São Paulo. Na tarde de ontem, a reportagem entrou em contato com o hospital para checar os procedimentos nos casos de suspeitas da gripe A, mas foi informada pela recepcionista de que o "médico responsável" não estava no momento.
O Ministério da Saúde divulgou ontem que foram registrados 73 novos casos da gripe A (H1N1) no Brasil. A maior parte foi identificada em São Paulo, com 61 novos infectados, o que eleva o número no Estado para 399. Ao todo, são 885 casos confirmados da doença e uma morte.
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A política adotada pelo Ministério da Saúde em relação ao Tamiflu segue as indicações da Organização Mundial da Saúde (OMS), as contidas na bula do medicamento e a evidência científica. É importante informar que não houve estatização do Tamiflu, ou seja, não houve proibição de sua venda nas farmácias. A empresa fabricante que não conseguiu suprir a demanda do mercado. Também ainda não há evidências da mutação do vírus. Vários países já notificaram resistência do vírus ao medicamento, mas no Brasil ainda não houve nenhum registro. Estamos à disposição.
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É importante esclarecer que a disponibilização do Tamiflu nas farmácias dependerá da empresa fabricante conseguir suprir a demanda, já que o Ministério da Saúde não proibiu a sua venda. O que a instituição está fazendo é criando meios para o uso racional do medicamento e para evitar a automedicação. A previsão é que seja utilizada a retenção de receita para a venda do Tamiflu. Estamos à disposição.
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