Suspeitos de matar ganhador da Mega-Sena vão a júri no Rio
Colaboração para a Folha Online
Começa na manhã desta segunda-feira o julgamento de dois ex-seguranças do ganhador da Mega-Sena, René Senna, 54, assassinado em janeiro de 2007, em Rio Bonito (RJ). O ex-policial militar Anderson Silva de Sousa e o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira são acusados de serem os autores dos disparos que mataram o milionário. A mulher da vítima é apontada como a mandante do crime.
Os acusados foram denunciados por homicídio duplamente qualificado --motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima-- e furto qualificado. O julgamento vai acontecer no Tribunal do Júri do Fórum de Rio Bonito (RJ).
Segundo a denúncia do Ministério Público, além da viúva e dos ex-seguranças da vítima, mais três pessoas estavam envolvidas no crime: os policiais militares Marco Antônio Vicente e Ronaldo Amaral de Oliveira, além da professora de educação física Janaína Silva de Oliveira, mulher de Anderson. Estes, porém, entraram com recursos e ainda não têm data prevista para serem julgados.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, a previsão é que o julgamento dure de dois a três dias.
Crime
Ganhador de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena em 2005, René Senna foi morto a tiros ao ser surpreendido quando tomava cerveja em um bar, na localidade de Lavras, Rio Bonito. A denúncia afirma que, após o crime, Anderson e Ednei pegaram uma pochete da vítima, contendo em seu interior uma arma e determinada quantia de dinheiro.
As interceptações telefônicas apontaram o encontro pessoal de Adriana com Anderson e Janaína no dia 6 de janeiro, horas antes do assassinato. Segundo o Ministério Público, a prova desmente a versão apresentada pela viúva de que não teria mantido contato com o casal após Anderson ter sido desligado da segurança da vítima.
Segundo o Tribunal de Justiça, algumas atitudes de Adriana pesaram contra a suspeita, como ter abandonado a fazenda onde vivia com o milionário dois dias antes do crime, em razão de forte briga com René; a transferência de valores da conta conjunta do casal para uma conta pessoal logo após o assassinato e a contratação de um advogado criminalista para sua defesa horas depois do homicídio.
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