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Cotidiano
06/07/2009 - 14h14

Júri de acusados de matar ganhador da Mega-Sena começa em Rio Bonito (RJ)

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DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

Começou por volta das 12h desta segunda-feira no Tribunal do Júri do Fórum de Rio Bonito (RJ) o julgamento dos dois ex-seguranças do ganhador da Mega-Sena, Renné Senna, 54. O júri deveria ter começado às 9h, mas só teve início três horas depois devido à ausência de duas testemunhas de defesa. O ex-motorista, Ednei Gonçalves Pereira e o ex-policial militar Anderson Silva de Souza são acusados de serem os autores dos disparos que mataram o milionário em janeiro de 2007. A mulher da vítima é apontada como a mandante do crime.

Por volta das 12h, os sete jurados já haviam sido escolhidos por sorteio para o caso. Segundo a assessoria do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio), a juíza Roberta dos Santos Braga Costa anunciou um intervalo de uma hora às 12h30 para o almoço.

De acordo com informações do TJ-RJ, a juíza recomeçou a sessão às 13h30 tomando o depoimento das testemunhas de acusação. Segundo o órgão, há um total de 19 testemunhas, sendo 12 de defesa.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, a previsão é que o julgamento dure de dois a três dias. Os acusados foram denunciados por homicídio duplamente qualificado --motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima-- e furto qualificado.

Segundo a denúncia (acusação formal) do Ministério Público, além da viúva e dos ex-seguranças da vítima, mais três pessoas estavam envolvidas no crime: os policiais militares Marco Antônio Vicente e Ronaldo Amaral de Oliveira, além da professora de educação física Janaína Silva de Oliveira, mulher de Anderson. Estes, porém, entraram com recursos e ainda não têm data prevista para serem julgados.

Crime

Ganhador de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena em 2005, René Senna foi morto a tiros ao ser surpreendido quando tomava cerveja em um bar, na localidade de Lavras, Rio Bonito. A denúncia afirma que, após o crime, Anderson e Ednei pegaram uma pochete da vítima, contendo em seu interior uma arma e determinada quantia de dinheiro.

As interceptações telefônicas apontaram o encontro pessoal de Adriana com Anderson e Janaína no dia 6 de janeiro, horas antes do assassinato. Segundo o Ministério Público, a prova desmente a versão apresentada pela viúva de que não teria mantido contato com o casal após Anderson ter sido desligado da segurança da vítima.

Segundo o Tribunal de Justiça, algumas atitudes de Adriana pesaram contra a suspeita, como ter abandonado a fazenda onde vivia com o milionário dois dias antes do crime, em razão de forte briga com René; a transferência de valores da conta conjunta do casal para uma conta pessoal logo após o assassinato e a contratação de um advogado criminalista para sua defesa horas depois do homicídio.

 

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