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Cotidiano
06/07/2009 - 18h29

Casos de gripe suína chegam a 905 no Brasil; ministério muda divulgação

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da Folha Online

O Ministério da Saúde confirmou nesta segunda-feira mais 20 novos casos de gripe suína --gripe A (H1N1)-- o que eleva o número de contaminados para 905 pessoas. As confirmações vieram dos Estados do Rio Grande do Sul (7), Paraná (6), Goiás (3), São Paulo (3) e Rio Grande do Norte (1). O órgão mudou o sistema de divulgação de casos.

A Secretaria de Saúde de Minas informou que um paciente com a doença está internado em estado grave.

Os números são referentes a informações repassadas pelas Secretarias de Saúde dos Estados, municípios e do Distrito Federal até as 13h desta segunda-feira. Todos os casos identificados após esse horário serão divulgados no próximo boletim, na quarta-feira (8).

A atualização dos casos confirmados nesta semana será feita na quarta e sexta-feira (10), tendo como base as informações do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) registradas pelas secretarias de saúde dos Estados, municípios e do Distrito Federal.

A partir da próxima semana, este boletim será publicado semanalmente, às quartas-feiras, com a análise do perfil epidemiológico dos casos registrados.

Gripe comum

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, minimizou a situação da transmissão da gripe suína no Brasil. "Tem muita gente que pensa 'a doença tem nome diferente' e então pensa que é diferente. Ela tem um nome diferente porque é um novo vírus, mas o comportamento dessa doença, na vida real, nos mostra que agora é muito parecida com a gripe comum", disse Temporão, em São Paulo, no início da tarde desta segunda-feira.

Temporão ressaltou que a gripe comum preocupa muito mais o ministério devido ao número de mortes que causa.

"Em 2006 morreram no Brasil, de complicações causadas pela gripe comum, 70 mil pessoas. A gripe comum é um problema muito mais sério de saúde pública do ponto de vista de mortes do que essa nova gripe que começou agora. Mas, como é uma doença nova, tudo pode acontecer, nós estamos trabalhando com todos os cenários possíveis, mas a situação é de tranquilidade", disse o ministro.

Segundo o ministro, a grande maioria dos casos de gripe suína no país são leves e podem ser atendidos e orientados pelo plano de saúde, por unidades de atendimento ambulatorial do SUS (Sistema Único de Saúde). "Temos de impedir que casos mais graves se compliquem. Temos de ter leitos, para atender quem precisa de internação", afirmou Temporão.

Informações

O Ministério da Saúde confeccionou 2 milhões de folhetos e 500 mil cartazes com informações sobre a gripe suína --gripe A (H1N1)-- para serem distribuídos à população, a partir da próxima semana, pela Polícia Rodoviária Federal em 170 postos de seis Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Os policiais distribuirão o material durante abordagens de rotina aos veículos parados nos postos das rodovias desses Estados, inclusive aqueles pontos com grande fluxo de caminhões e ônibus com procedência das fronteiras com países do Mercosul.

No Rio Grande do Sul, o Exército deve atuar no combate e prevenção contra a gripe suína, segundo informações da Secretaria de Saúde do Estado. O Estado possui 17 municípios considerados pontos de grande fluxo de pessoas vindas de países vizinhos como Argentina e Uruguai. Dessas, apenas sete cidades possuem postos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Comentários dos leitores
MARCOS BORGES (151) 20/11/2009 19h41
MARCOS BORGES (151) 20/11/2009 19h41
A Folha não está cumprindo com seu papel comunicativo, e também orientador, em relação a GRIPE A;
1- Onde estão as informações diárias sobre a situação real ?
2- Porque este silêncio ?
3- São mais de 1500 mortes no Brasil, representando 38% do total de mortes em todo o mundo.
4- Porque o silêncio, FOLHA ?
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juliana poni (78) 20/11/2009 19h35
juliana poni (78) 20/11/2009 19h35
Houve um erro?
Como pode ser um erro ficar dias afirmando que era a automedicação que havia feito o governo recolher o tamiflu e depois falar que não recolheu?
Impossível de engolir...
Como uma hora diz que recolheu e depois que não recolheu?
A palavra ERRO não tem como ser aplicada nesta situação.
Acho perda de tempo também ficar argumentando com vocês se a OMS recomenda ou não o uso do remédio mesmo em quem não está grave nas primeiras horas, pois hoje estão afirmando que estão corretos, mas amanhã vão simplesmente dizer:
foi um erro ou foi desencontro de informações.
Tenho até pena de nós brasileiros, é cada uma....
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Roberto Cabongo (1) 20/11/2009 17h52
Roberto Cabongo (1) 20/11/2009 17h52
Bom....Se somos 1/3 melhor ainda. Seremos os melhores preparados biologicamente falando p/ assimilar o virus. Contra virus aeróbicos ninguém combate. Simplesmente, como diaria uma ex-prefeita, goza. Ser saudável vai fazer a diferença entre a vida e a morte. Aceitem isso! sem opinião
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