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Cotidiano
07/07/2009 - 12h11

França investiga "buraco negro" em controle aéreo após queda de Airbus

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da Associated Press

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, denunciou nesta terça-feira a existência de "buracos negros" no controle de tráfego aéreo e afirmou que especialistas estão investigando formas de evitar as falhas na supervisão de voos no oceano Atlântico, pouco mais de um mês depois do acidente com o voo 447 da Air France que deixou 228 mortos.

O Airbus A330 da empresa aérea saiu no dia 31 de maio do Rio com destino a Paris e caiu no oceano Atlântico pouco depois de passar por Fernando de Noronha (PE). As primeiras investigações indicam que a aeronave não se partiu no ar, e sim caiu inteira nas águas.

O ministro de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, e o ministro de Cooperação, Alain Joyandet, foram a Dacar nesta terça-feira para se reunir com as autoridades do Senegal e discutir como garantir que "não haja mais buracos negros" no controle de tráfego aéreo.

"É normal haver tais falhas", disse Sarkozy, em entrevista coletiva ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois países colaboram nas investigações sobre as causas do acidente.

O investigador de acidentes aéreos francês Alain Bouillard afirmou na semana passada que os controladores de tráfego aéreo de Dacar nunca foram oficialmente denominados pelas autoridades brasileiras para realizar a supervisão do voo em seu espaço aéreo.

A Força Aérea Brasileira afirmou anteriormente que avisou o Senegal que o voo 447 da Air France entraria em seu espaço aéreo às 23h20 do dia 31 de maio e que, sob acordo de ambas as nações, os controladores precisariam apenas informar os colegas senegaleses de que o voo deveria chegar neste horário. Aos senegaleses caberia iniciar um contato caso o voo não chegasse.

Contudo, a Agência de Segurança em Navegação Aérea para África e Madagascar, conhecida como Asecna, negou a informação e disse ser responsabilidade do Brasil contatar os controladores em Dacar para confirmar a chegada do avião.

Bouillard afirmou que descobrir quem era responsável por supervisionar o voo 447 faz parte da investigação, mas não sugeriu que possa haver contribuído com a queda.

O presidente Lula tentou minimizar o discurso e afirmou que ele também passou pela zona sem supervisão no oceano Atlântico. "Depois que se sai do espaço aéreo brasileiro, não há comunicação com ninguém", disse.

"Eu vi por mim mesmo que há um buraco", completou aos repórteres, ressaltando que, contudo, ainda não se sabe a causa do acidente.

Lula também rebateu as acusações da França de que os especialistas não estavam divulgando informações sobre as autópsias das vítimas.

"Não há nada a esconder", disse.

A busca por mais corpos foi suspensa, mas autoridades francesas, escocesas e americanas continuam procurando a caixa-preta --que podem ter pistas cruciais sobre o que aconteceu com o voo 447.

Comentários dos leitores
JAIRO COSTA MARTIN (7) 02/10/2009 01h46
JAIRO COSTA MARTIN (7) 02/10/2009 01h46
TEMOS QUE PASSAR POR MUITAS COISAS EM NOSSAS VIDAS, UM DELAS E A MORTE DEUS DEU SABEDORIA PARA TENTAR EVITAR MAIS PREVER SOMENTE ELE MESMO NAO E VERDADE , CUIDE DE SUA VIDA ENQUANTO HA TEMPO ANTES QUE DEUS LHE LEVE A ALMA. sem opinião
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Aluisio Ramos (3) 30/09/2009 14h16
Aluisio Ramos (3) 30/09/2009 14h16
Mais engraçado ainda é eles, com tanto o que fazer para a sociedade em geral , se dedicarem a uma parcela que sabe e tem como lutar por seus direitos. Mais uma vez nossos politicos mostram a que vieram.
MÉDIA, esses inuteis só fazem Média
sem opinião
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Antonio Miacci (1) 25/09/2009 12h21
Antonio Miacci (1) 25/09/2009 12h21
Boa tarde. O assunto em questão é sobre malfadado acindente do vôo 447. É notório que a empresa em questão, vai recorrer em todas as instancias para não delapidar seu rico "dinheirinho". 1 opinião
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