Júri de acusados de matar milionário da Mega-Sena entra no segundo dia no Rio
da Folha Online
O júri de dois ex-seguranças do milionário da Mega-Sena René Senna, assassinado em janeiro de 2007, entrou no segundo dia, nesta terça-feira. A audiência foi retomada por volta das 12h45 no Tribunal do Júri de Rio Bonito (RJ).
Hoje está previsto o depoimento da última testemunha de acusação arrolada pelo Ministério Público. Também devem ser interrogadas dez testemunhas apresentadas pela defesa dos réus --cinco de cada um. Entre elas estão o irmão e a filha da vítima.
O ex-motorista Ednei Gonçalves Pereira e o ex-policial militar Anderson Silva de Souza são acusados de serem os autores dos disparos que mataram o milionário. A mulher da vítima, Adriana Ferreira Almeida, é apontada como a mandante do crime.
Os acusados foram denunciados por homicídio duplamente qualificado --motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima-- e furto qualificado.
Acusação
Segundo a denúncia (acusação formal) do Ministério Público, além da viúva e dos ex-seguranças da vítima, mais três pessoas estavam envolvidas no crime: os policiais militares Marco Antônio Vicente e Ronaldo Amaral de Oliveira, além da professora de educação física Janaína Silva de Oliveira, mulher de Anderson. Estes, porém, entraram com recursos e ainda não têm data prevista para serem julgados.
Ganhador de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena em 2005, René Senna foi morto a tiros ao ser surpreendido quando tomava cerveja em um bar, na localidade de Lavras, Rio Bonito.
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