Justiça ouve nesta quarta um dos acusados de matar ganhador da Mega-Sena no Rio
da Folha Online
O terceiro dia julgamento dos dois ex-seguranças acusados de matar Renné Senna em 2007 --ganhador da Mega-Sena-- começou no início da tarde desta quarta-feira no Tribunal do Júri de Rio Bonito (RJ). De acordo com o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio), a previsão é que o júri termine apenas na madrugada desta quinta-feira (9).
Hoje, a Justiça deve ouvir um dos ex-seguranças do milionário Ednei Gonçalves, que responde pelo crime com o ex-policial militar Anderson Silva de Sousa, que prestou depoimento ontem.
Após os interrogatórios, serão realizados os debates entre a Promotoria e a defesa dos réus. A previsão de duração dos debates é de nove horas. Desde segunda-feira (6), quando começou o julgamento, foram ouvidas sete testemunhas de acusação, além de dez testemunhas de defesa e juízo.
Pereira e o Souza são acusados de serem os autores dos disparos que mataram o milionário. A mulher da vítima, Adriana Ferreira Almeida, é apontada como a mandante do crime.
Os acusados foram denunciados por homicídio duplamente qualificado --motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima-- e furto qualificado.
Acusação
Segundo a denúncia (acusação formal) do Ministério Público, além da viúva e dos ex-seguranças da vítima, mais três pessoas estavam envolvidas no crime: os policiais militares Marco Antônio Vicente e Ronaldo Amaral de Oliveira, além da professora de educação física Janaína Silva de Oliveira, mulher de Anderson. Estes, porém, entraram com recursos e ainda não têm data prevista para serem julgados.
Ganhador de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena em 2005, Renné Senna foi morto a tiros ao ser surpreendido quando tomava cerveja em um bar, na localidade de Lavras, Rio Bonito.
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