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Cotidiano
08/07/2009 - 20h09

Acusado de matar milionário da Mega-Sena chefiava milícia no Rio, diz promotora

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DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

A promotora Priscila Vaz afirmou na tarde desta quarta-feira, durante julgamento de dois acusados de matar o milionário Renné Senna --ganhador da Mega-Sena morto em 2007-- que o ex-policial militar Anderson Silva de Sousa, um dos réus, chefiava uma milícia na Ilha do Governador, na zona norte do Rio. Segundo o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio), Sousa negou a acusação.

De acordo com a promotora, a polícia encontrou um documento na casa de Sousa, que oferece serviços de segurança particular no valor de R$ 30 a moradores da Ilha do Governador.

No folheto, há a assinatura do acusado, disse a promotora, que apresentou a prova à juíza, para reforçar a acusação de envolvimento do réu no crime.

Julgamento

Nesta quarta-feira --terceiro dia de julgamento do crime-- a Justiça ouviu o réu Ednei Gonçalves Pereira, outro acusado do crime,.

De acordo com o TJ, o término do julgamento dos dois acusados está previsto para a madrugada desta quinta (9).

Pereira e o Souza são acusados de serem os autores dos disparos que mataram o milionário. A mulher da vítima, Adriana Ferreira Almeida, é apontada como a mandante do crime.

Os acusados foram denunciados por homicídio duplamente qualificado --motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima-- e furto qualificado.

O crime ocorreu no dia 7 de janeiro de 2007, um ano e meio após a vítima ganhar o prêmio de R$ 51,9 milhões na Mega-Sena.

 

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