Lei obriga lotéricas e correios a manter vigilantes armados em Santa Catarina
ESTELITA HASS CARAZZAI
da Agência Folha
Uma nova lei estadual em Santa Catarina obriga lotéricas e agências dos Correios a manter vigilantes armados nos estabelecimentos. A legislação, elaborada para diminuir os assaltos nas lojas, está sendo contestada pelo sindicato do setor.
Segundo o presidente do Sindicato das Empresas Lotéricas de Santa Catarina, Sérgio Renato da Silva, os empresários não têm condições financeiras de cumprir a medida. A estimativa da entidade é que a contratação de um vigilante que trabalhe oito horas por dia custe R$ 3.000 por mês.
A lei foi sancionada em junho, mas o prazo para adaptação vai até 17 de setembro.
O autor do projeto de lei aprovado, deputado Renato Hinnig (PMDB), diz que elaborou a proposta por sugestão do Sindicato dos Vigilantes do Estado e que levou em conta o elevado número de assaltos a esses estabelecimentos.
"Não é uma reivindicação só dos vigilantes. É uma pressão da sociedade", argumenta o gestor do Sindicato das Empresas de Segurança Privada de SC, Evandro Linhares. "A lotérica virou um posto bancário. Para que ela funcione como um banco, ela tem que atender a uma legislação de segurança."
Para o sindicato das lotéricas, que está estudando como irá contestar a lei na Justiça, a medida não resolve o problema. "Assalto não é só em lotérica, assalto é com todo mundo. Assaltaram até o cemitério. Se fosse por isso, teriam que botar guarda em tudo quanto é lugar", diz Sérgio Silva. Os Correios não contestam o cumprimento da norma.
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