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Cotidiano
09/07/2009 - 04h13

Importamos o que existe de pior com relação às motos, diz técnico em trânsito

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da Folha Online

O plenário do Senado aprovou na noite desta quarta-feira projeto de lei que regulamenta as profissões de mototaxista e motoboy no Brasil. Para o engenheiro e sociólogo Eduardo Alcântara Vasconcellos, 56, "importamos o pior do que já existe na África e na Ásia pobre, de uma maneira populista e irresponsável [em relação às motos]".

Em entrevista a Alencar Izidoro publicada na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), o especialista defende a segurança e diz que "o discurso de que a moto gera emprego e liberta o pobre, essa demagogia é mais forte".

Alan Marques/Folha Imagem
A aprovação da lei foi comemorada por mototaxistas e motoboys que acompanhavam a votação; profissionais cantam o hino
A aprovação da lei foi comemorada por mototaxistas e motoboys que acompanhavam a votação; profissionais cantam o hino

Há cinco anos, a OMS (Organização Mundial da Saúde) fez um alerta mundial para os riscos do avanço das motos nos países em desenvolvimento. Vasconcellos, que participou como representante brasileiro no relatório da entidade, avalia que as recomendações tiveram um efeito "zero" --e que um dos exemplos da situação no Brasil é a regulamentação nacional da atividade do mototáxi.

Segundo texto aprovado pelos senadores, a permissão para esse tipo de transporte exige que a profissão só seja exercida por quem tiver mais de 21 anos e com curso a ser regulamentado pelo Conselho Nacional de Trânsito. A lei segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva --com chance de ser aprovada.

Para o sociólogo, que tem pós-doutorado na Universidade de Cornell (EUA) e é assessor da ANTP (associação de transportes públicos), as mudanças vão atingir mais a periferia das grandes metrópoles. "Nas grandes metrópoles vai haver uma resistência maior, porque o transporte público é mais farto. Mas nas áreas periféricas delas vai surgir com certeza. Existem deficiências estruturais na oferta do sistema de ônibus, na qualidade, a tarifa é muito alta em vários lugares."

Leia a entrevista completa na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.

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