Vigilância de Osasco (SP) monitora outros parentes de menina vítima da gripe suína
da Agência Brasil
da Folha Online
A Vigilância Epidemiológica de Osasco (Grande São Paulo) informou neste sábado que monitora ao menos outros três familiares da menina de 11 anos que morreu em decorrência da gripe suína --a chamada gripe A (H1N1). Além dos pais e do irmão da criança --cujos exames já confirmaram a contaminação pela doença--, a avó e dois primos dela também estão sendo monitorados e aguardam resultados dos exames.
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"Ainda estamos aguardando a confirmação dos exames para confirmação da doença", disse a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da cidade, Carmecy Lopes de Almeida.
Nesta sexta-feira (10), a Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou que esta foi a primeira morte em decorrência da doença no Estado --e a segunda do país. A menina morreu no dia 30 de junho, apenas seis horas após a internação, vítima de uma infecção generalizada.
Segundo o secretário de Saúde do Estado, Luiz Roberto Barradas, o vírus da gripe A (H1N1) piorou o estado da criança. "O comum é a gripe baixar a imunidade [da pessoa] e ela morrer em consequência dessa queda imunidade", disse. O órgão ainda investiga onde a menina foi contaminada.
De acordo com Carmecy, os colegas de escola e as crianças que usavam o mesmo transporte escolar que a menina estão sendo monitorados diariamente. Já os vizinhos estão sendo orientados sobre quais são os sintomas da doença e, caso alguém tenha algum deles, deverá procurar um serviço de saúde.
Entretanto, a vigilância epidemiológica informou ainda que não há caso suspeito de que colegas de escola ou vizinhos tenham qualquer um dos sintomas da doença. "O risco dos vizinhos é igual ao do resto da população, porque não tiveram contato próximo com a menina."
De acordo com nota publicada na página da coordenadoria na internet, o órgão considera a situação um caso isolado e afirma que não há qualquer motivo de alarde no município.
O diagnóstico só foi confirmado depois da morte da menina, quando pessoas da família dela começaram a apresentar os sintomas da gripe suína. O resultado dos exames só foram confirmados ontem.
Estado grave
O Brasil tem ao menos mais três casos de pessoas com gripe suína internadas em estado grave, além dos outros dois casos de São Paulo. Duas são do Rio Grande do Sul --primeiro Estado a registrar uma morte em decorrência da doença, no final de junho-- e uma de Minas Gerais.
Desde maio deste ano, foram confirmados 1.027 casos de pessoas infectadas no Brasil pela gripe --sendo 457 somente em São Paulo.
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A industria da morte, formada pelas coorporações farmaceuticas, agradece.
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O site de muita gente é outro, sua praia não é a saude. O governo sabe disso.Acho que o MS deve
aproveitar e entender também que essa coletividade vai piorar o contagio do H1N1.
Deveria acontecer campanhas de sensibilização e esclarecimentos para todos melhorar sua condiçao de conhecimento e ter interesse também para esse conhecimento,vai evitar propagação do H1N1.
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O plano propunha diferentes cenários para a próxima pandemia de gripe: entre 35 milhões e 67 milhões de brasileiros seriam afetados pelo vírus pandêmico, de 3 milhões a 16 milhões desenvolveriam algum tipo de complicação, entre 205 mil e 4,4 milhões necessitariam de hospitalização.
O Ministério da Saúde renegou o próprio trabalho; o ombudsman da Folha disse que a matéria era o "pior erro jornalístico" ocorrido durante seu mandato; a vanguarda do movimento lulista viu no texto mais uma tentativa de golpe contra o governo do PT; o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a reportagem era patética, pois aplicava ao H1N1 parâmetros válidos apenas para o H5N1, a gripe aviária.
O Ministro não sabia, ou, mais provavelmente fez que não sabia, os dois dados conhecidos para o H5N1: 0% de taxa de transmissão entre humanos e mais de 60% de letalidade entre os casos contraídos de animais.
Em seguida o Ministério da "Saúde" passou a divulgar um número que não se sustenta por nenhum critério conhecido: a gripe sazonal mata, no Brasil, todos os anos, 70 mil pessoas.
Felizmente, o País conta com pessoas, não sei se muitas, que, como jornalista Hélio Schwartsman, se propõem fazer um jornalismo sério, independente, investigatório e corajoso.
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