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Cotidiano
16/07/2009 - 16h10

Presa por suspeita de matar o marido em PE, viúva de boxeador nega em carta o crime

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da Lancepress

A viúva do boxeador canadense dor Arturo Gatti, a brasileira Amanda Rodrigues, 23, --presa desde o último domingo (12) por suspeita de ter matado o marido-- escreveu uma carta negando o crime. O ex-campeão mundial foi encontrado morto em um flat na praia de Porto de Galinhas (PE) no sábado (11).

"Essa dor se tornou inexplicável e intolerável, tanto a perda quanto essa acusação maliciosa. Eu perdi meu marido", diz a mulher, em a carta escrita na prisão. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, entretanto, Amanda é a principal suspeita do crime.

Sharon Stabley-13.jul.2007/AP
O boxeador foi encontrado de cueca, ensanguentado, e com ferimentos na cabeça
O boxeador foi encontrado de cueca, ensanguentado e com ferimentos na cabeça

Em entrevista coletiva, o delegado Josedith Ferreira, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), informou que a investigação aponta que mulher dele enforcou o marido enquanto ele dormia. Já a irmã da suspeita, Flávia Rodrigues, 25, afirmou que Amanda disse acreditar que o pugilista se suicidou.

Foi a brasileira quem chamou a polícia ao dizer ter encontrado o corpo do pugilista pela manhã, na sala do flat. O boxeador estava de cueca, ensanguentado e com ferimentos na cabeça e no pescoço. No local, os peritos recolheram uma alça de bolsa suja de sangue.

Segundo Ferreira, a hipótese de uma terceira pessoa ter entrado no quarto está descartada. A mãe do ex-pugilista, Ida Gatti, disse que a ex-nora o ameaçava durante discussões. Pessoas ligadas ao casal afirmaram que o relacionamento dos dois era turbulento.

Gatti e a mulher estavam no Brasil desde a sexta-feira (10), com o filho do casal, um bebê de nove meses --ele está sob os cuidados de uma babá. Segundo a corretora do flat, Cristina Esperidião, Gatti aparentava ter uma vida feliz ao lado da mulher e teria feito o pagamento antecipado do imóvel, por 30 dias.

Nascido na Itália, Arturo Gatti se naturalizou canadense e vivia nos Estados Unidos. Em 1995, ganhou o cinturão pela Federação Internacional na categoria super pena. Nove anos depois, Gatti voltou a ser campeão mundial de boxe, na categoria super leve. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Pernambuco.

Com Folha Online e Agência Folha

 

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