Publicidade

Cotidiano
16/07/2009 - 21h35

Promotoria denuncia 62 suspeitos de envolvimento com o PCC em Sorocaba (SP)

Publicidade

da Folha Online

O Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), denunciou (acusou formalmente) nesta quinta-feira à Justiça de Sorocaba (a 99 km de São Paulo) 62 suspeitos de participar de um esquema de tráfico de drogas na cidade. Segundo a denúncia, o esquema envolvia membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

De acordo com a Promotoria, foi identificada uma célula regional da organização, denominada "regional 015". Além da célula regional, as investigações revelaram a existência de outros quatro núcleos de tráfico que atuavam na região.

A descoberta foi feita por meio de interceptações telefônicas (autorizadas pela Justiça) feitas pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), da Polícia Civil, que revelou que, mesmo presos, muitos criminosos ainda comandavam pontos de tráfico por meio de telefones celulares.

Caso a Justiça acolha a denúncia e eles sejam condenados, os suspeitos poderão pegar de três a dez anos de prisão, além de pagamento de multas. Os promotores do Gaeco ainda pedem o agravamento das penas, já que o esquema ocorreu dentro de prisões e teria envolvido ainda adolescentes.

Esta é a terceira denúncia relacionada ao tráfico de drogas na cidade desde o ano passado. Ao todo, mais de 160 pessoas estão sendo processadas criminalmente, informou a Promotoria. Todos os 62 suspeitos foram indiciados pela polícia de Sorocaba.

São Paulo

Também nesta quinta-feira, policiais militares prenderam 16 pessoas suspeitas de integrar a facção criminosa PCC. O grupo foi detido durante operação realizada na favela Monte Azul, na região do Jardim São Luiz (zona sul de São Paulo).

Durante a ação, os policiais encontraram um laboratório de drogas e apreenderam três armas e cerca de R$ 150 mil. De acordo com a PM, entre os detidos está Alexandre Campos dos Santos, o Jiló, apontado como chefe do grupo.

Jiló estava foragido da Justiça desde 2006 e é suspeito de envolvimento no sequestro do repórter Guilherme Portanova e do técnico Alexandre Coelho Calado, da Rede Globo, também em 2006.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca