Airbus quer gastar mais R$ 53 mi em busca de caixas-pretas do voo 447, diz jornal
da Folha Online
A fabricante de aviões francesa Airbus divulgou que está disposta a manter as buscas pelas caixas pretas do avião da Air France que caiu em maio quando fazia trajeto Rio a Paris com 228 pessoas a bordo. Reportagem do jornal francês "La Tribune" diz que a empresa planeja gastar até 20 milhões de euros (cerca de R$ 53,2 milhões).
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O Airbus que fazia o voo AF 447 caiu no meio do oceano Atlântico, em uma área a 1.020 km de distância de Natal (RN). O BEA (Escritório de Investigação e Análise), encarregado das buscas, indicou que as caixas-pretas do Airbus poderiam estar em uma profundidade de 3.000 m.
Os investigadores não conseguiram encontrar o objeto, que poderia ajudar a esclarecer as causas do acidente, no prazo ideal --as caixas eram dotadas de sinalizadores capazes de enviar alertas durante um prazo de 30 dias. Desde o acidente, já se foram exatos 60 dias.
| 09.jun.2009/Marinha do Brasil |
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| Pedaço do avião da Air France resgatado no oceano Atlântico; 228 estavam no voo 447 |
As equipes de buscas enviadas ao local recolheram cerca de 5% em destroços da aeronave, incluindo partes da fuselagem e o estabilizador traseiro do avião, além de 50 corpos. A perícia identificou 49 deles.
O "La Tribune" estimou que o dinheiro deve permitir que as buscas sejam estendidas até 22 de agosto. Com isso, o BEA poderia manter três barcos e um submarino patrulhando o local do acidente. Em 26 de junho, as autoridades brasileiras anunciaram o fim das buscas por corpos e destroços do avião na costa do Brasil.
"Queremos saber o que exatamente aconteceu", disse ao jornal o presidente da Airbus, Thomas Enders. "Estamos apoiando uma busca estendida, por meio de uma grande doação." O acidente foi o pior da história da empresa.
A busca pelas caixas-pretas se explica porque elas poderiam ajudar a esclarecer o que causou o acidente. No início do mês, os especialistas do BEA descartaram a hipótese de desintegração em voo do Airbus A330, mas não foram capazes de determinar as causas do acidente.
Sabe-se que o avião teve uma pane elétrica e despressurização da cabine, porque foram enviados alertas do tipo durante o voo. Uma falha nos sensores externos que medem a velocidade da aeronave, o pitot, foi apontada como possível causa do acidente.
Na ocasião, o presidente da EADS (Empresa Europeia de Aeronáutica e Defesa, que controla a Airbus), Louis Gallois, afirmou que "neste tipo de acidente, não existe uma [só] causa". "É a convergência de diferentes causas, criando um acidente. É essencial para que todos saibam o que aconteceu."
Uma nova etapa de buscas submarinas será liderada pelo navio oceanográfico francês "Pourquoi pas", segundo o BEA. Esta fase, que deve durar mais ou menos um mês, começará na próxima semana com aparelhos submarinos e um sonar de arrasto.
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