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Cotidiano
02/08/2009 - 09h39

Comércio de SP usa olheiros para cumprir a lei antifumo; legislação começa sexta

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VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
da Folha de S.Paulo

O medo das multas, que variam de R$ 792,50 a R$ 1.585, e da possibilidade de interdição por 48 horas ou 30 dias, fez bares, boates e até shopping centers reforçarem a segurança com a contratação de olheiros para a lei antifumo, que entra em vigor em todo o Estado de São Paulo na próxima sexta-feira (7).

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Uma das referências em música eletrônica, a casa noturna D-Edge, na Barra Funda (zona oeste), inventou uma saída curiosa para cumprir a nova lei ao pé da letra. Os maços de cigarro que forem pegos com os fumantes na revista da entrada vão ser confiscados e etiquetados para só serem entregues na saída.

Marlene Bergamo/Folha Imagem
O segurança Tiago Pereira, que foi recentemente contratado pelo Boteco São Bento, em SP, para fiscalizar os clientes fumantes
O segurança Tiago Pereira, que foi recentemente contratado pelo Boteco São Bento, em SP, para fiscalizar os clientes fumantes

Ainda assim, a tropa foi aumentada em cinco vigilantes, cada um deles com um olho no peixe, outro no gato.

Placas avisando da proibição, como manda a lei, foram espalhadas pela boate. Quem não respeitar o primeiro aviso dos olheiros do fumo, diz a D-Edge, será proibido de entrar novamente na casa noturna.

"Isso poderá diminuir o faturamento, mas, mesmo assim, é bem menos prejuízo que as possíveis multas. Como o número de fumantes hoje é grande, será necessário sim aumentar o número de seguranças", afirma o DJ e também dono da D-Edge, Renato Ratier.

No Boteco São Bento, bar tradicional do Itaim Bibi (zona oeste), o contingente de seguranças e olheiros passou de três para seis.

Por lá, os primeiros sinais de contratempo com fumantes já apareceram. Boa parte deles tem saído para fumar no banheiro, uma maneira de despistar a patrulha antifumo. É que lá, para fumar na calçada, é preciso pagar a conta antes de deixar a mesa, uma maneira que o bar encontrou de evitar que os clientes mais assanhados saiam sem pagar.

A partir desta semana, as rondas da esquadrilha da fumaça vão incluir os banheiros dos homens e das mulheres.

"O cliente quando chega é uma coisa, depois que bebe bastante é outra. Espero que não, mas acredito que vou ter problemas no começo com gente que vai maltratar funcionário e não querer apagar o cigarro. Tem sempre um esperto que quer fumar escondido ou debaixo da mesa", diz Ronaldo Camelo, dono do São Bento.

Shopping antifumo

O shopping Continental, no Butantã (zona oeste), diz que há mais de um mês se prepara para se adequar à nova lei. Os 220 lojistas receberam placas com o logotipo da campanha para serem fixadas em local visível aos clientes, que poderão fazer denúncias à Vigilância Sanitária no próprio balcão de informações do shopping.

Na quarta-feira, dois dias antes de a lei entrar em vigor, todos os cinzeiros serão retirados. Fumar por lá agora não será permitido nem mesmo no estacionamento.

Os seguranças, treinados para serem olheiros do fumo, vão distribuir um cartão de visita com a marca da campanha do governo do Estado e o alerta de que ali é proibido fumar e também com a mensagem: "O shopping agradece a sua compreensão".

Pela nova lei, as multas também poderão ser aplicadas mesmo que não seja encontrado um fumante em ação. Basta vestígios de que se fumou por ali, como bitucas e cinzeiros.

Comentários dos leitores
Sergio Lavinas (204) 26/11/2009 15h38
Sergio Lavinas (204) 26/11/2009 15h38
"Fiscais da lei antifumo em SP dizem não receber desde setembro"
Já não recebem a dois meses!
Como será que estão conseguindo sobreviver?
Será que eles tem um segundo emprego?
Será que eles tem filhos e filhas que os sustentam?
Como será que eles vivem?
sem opinião
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Edivaldo Cardoso (109) 26/11/2009 11h11
Edivaldo Cardoso (109) 26/11/2009 11h11
Concordo com todos os comentarios,contra e a favor,pois sou pela democracia e democracia pressupõe o direito de ir e vir,de opinião,de fumar ou não,estejam certos ou errados em suas opiniões,pois cada um acha que é o certo e assim cada um defende seus direitos,suas teses,suas ideologias o que não se pode é castrar o direito do proximo, graças a Deus ainda temos uma imprensa livre,mesmo quando ela divulga asneiras.Mas o que me traz aqui não é falar contra ou a favor das leis anti-fumo (fumo? grande mentira porque as fabricas com anuencia dos governos fabricam cigarros com tudo menos com tabaco) vim lembrar o governador sobre os salarios dos seus cabos eleitorais,porque no fundo eu vejo esses fiscais contratados no estado todo,mais com fins politicos partidarios, ele que tome cuidado porque o tiro pode sair pela culatra. 1 opinião
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Jayme Elias Bentolila (130) 26/11/2009 10h15
Jayme Elias Bentolila (130) 26/11/2009 10h15
Assim começa a corrupção, os caras ficam sem receber depois dizem que vão autuar criando dificuldades para vender facilidades e se não pedem insinuam que podem aliviar e recebem uma graninha extra. sem opinião
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