Publicidade

Cotidiano
08/08/2009 - 09h06

Com rodinhas de fumantes na rua, bar teme multa do Psiu

Publicidade

TAI NALON
colaboração para a Folha de S.Paulo

Bares e restaurantes de São Paulo temem que, ao cumprir a lei antifumo, acabem multados por desrespeito ao Psiu, a lei de silêncio urbano, cuja multa é muito maior --até R$ 32 mil.

Um dos motivos é a abertura frequente das portas para permitir a saída de clientes fumantes. Com isso, o som interno pode vazar muito mais para a rua, perturbando vizinhos e originando queixas.

O outro é a conversa alta dos clientes enquanto fumam nas calçadas, que também pode ser interpretada pelos fiscais como uma infração à lei do silêncio.

"Será que teremos de chegar ao ponto de escolher qual lei deveremos seguir e qual cliente receber?", questiona Marco Antônio de Almeida, gerente do Juscelino's Bar, na Vila Olímpia (zona oeste).

Dependendo da região da cidade, da hora e da altura do som, a multa pode chegar a R$ 32 mil --contra o máximo de R$ 1.585 da lei antifumo. Segundo ambas as leis, se reincidente, a casa pode ser fechada.

Para evitar problemas do tipo, o sindicato dos hotéis, bares e restaurantes de São Paulo orienta os estabelecimentos para que cumpram a lei antifumo e instruam seus clientes quanto à lei do Psiu.

Se mesmo assim a casa for multada, Marcus Vinícius Rosa, diretor jurídico da Abresi (Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo), diz que os estabelecimentos devem recorrer com o argumento de que não têm como impedir alguém de fumar na calçada. "É diferente da situação em que há mesa na calçada. Nesse caso, o bar é juridicamente responsável."

PUBLICIDADE

A prefeitura diz que estabelecimentos que incentivam o uso da calçada para clientes fumantes --desde que comprovado o vínculo, normalmente através do uso de pulseiras ou carimbos-podem, sim, ser responsabilizados pelo barulho.

Mesmo os fumantes, uma vez denunciados por barulho, podem ser punidos. Conforme a lei, perturbação da ordem pública é passível de multa.

Comentários dos leitores
Sergio Lavinas (204) 26/11/2009 15h38
Sergio Lavinas (204) 26/11/2009 15h38
"Fiscais da lei antifumo em SP dizem não receber desde setembro"
Já não recebem a dois meses!
Como será que estão conseguindo sobreviver?
Será que eles tem um segundo emprego?
Será que eles tem filhos e filhas que os sustentam?
Como será que eles vivem?
sem opinião
avalie fechar
Edivaldo Cardoso (109) 26/11/2009 11h11
Edivaldo Cardoso (109) 26/11/2009 11h11
Concordo com todos os comentarios,contra e a favor,pois sou pela democracia e democracia pressupõe o direito de ir e vir,de opinião,de fumar ou não,estejam certos ou errados em suas opiniões,pois cada um acha que é o certo e assim cada um defende seus direitos,suas teses,suas ideologias o que não se pode é castrar o direito do proximo, graças a Deus ainda temos uma imprensa livre,mesmo quando ela divulga asneiras.Mas o que me traz aqui não é falar contra ou a favor das leis anti-fumo (fumo? grande mentira porque as fabricas com anuencia dos governos fabricam cigarros com tudo menos com tabaco) vim lembrar o governador sobre os salarios dos seus cabos eleitorais,porque no fundo eu vejo esses fiscais contratados no estado todo,mais com fins politicos partidarios, ele que tome cuidado porque o tiro pode sair pela culatra. 1 opinião
avalie fechar
Jayme Elias Bentolila (130) 26/11/2009 10h15
Jayme Elias Bentolila (130) 26/11/2009 10h15
Assim começa a corrupção, os caras ficam sem receber depois dizem que vão autuar criando dificuldades para vender facilidades e se não pedem insinuam que podem aliviar e recebem uma graninha extra. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1014)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca