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15/10/2002 - 13h36

Moradores do Grajaú, em São Paulo, "caçam" maníaco

ANDRÉ CARAMANTE
do Agora São Paulo

Moradores de pelo menos três pequenos bairros _Vila Zilda e os Jardins Noronha e Três Corações_ na região do Grajaú, zona sul de São Paulo, estão em pânico. Muitas mulheres já não andam mais sozinhas pelas ruas do lugar com medo de se tornarem novas vítimas de suposto matador.

A tensão aumentou no último sábado, dia 12, quando a dona-de-casa Elionália José Fernandes Pizza, 39 anos, e mãe de quatro filhos _a mais nova com apenas quatro meses_ foi encontrada morta no campo de futebol do Corintinhas, no Jardim Noronha.

Por conta dos assassinatos de outras duas mulheres, entre abril e outubro, a reportagem apurou que moradores estão promovendo comboios armados para caçar o maníaco todas as noites. Desaparecida desde a manhã do dia 11, quando saiu de sua casa para levar um dos filhos à escola, Elionália foi morta com requintes de crueldade, depois de ser violentada e queimada.

Segundo o marido dela, Paulo Roberto Pizza, 42 anos, e várias vizinhas, o homem que a atacou costuma andar em uma Brasília branca para sequestrar suas vítimas.

Antes de ser morta, Elionália havia contado ao marido que, por duas vezes, um homem gordo, branco, careca e com sobrancelhas grossas a tinha perseguido. Ele dirigia uma Brasília branca e estava acompanhado de um gato siamês _mesmas características que uma sobrevivente do suposto maníaco relatou ao Agora.

O local onde Elionália foi achada morta fica a menos de 150 metros de onde, em 29 de abril deste ano, a polícia encontrou o corpo de Rita de Cássia da Silva Lima, que havia completado 13 anos no dia anterior. Morta a tiros e estuprada, ela foi jogada dentro de uma casa abandonada. No dia seguinte à tragédia, a família dela se mudou do bairro.

A outra possível vítima, segundo os moradores, foi Daniela Rosa de Jesus, 17 anos, morta a tiros dia 4 de julho passado. Ela estava caída ao lado de uma garrafa de pinga na rua Pedra de Cristal, a menos de 1 km de onde as outras vítimas foram deixadas.

Leia mais:
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