Família de aeromoça do voo 447 entra com ação contra Air France
da Reuters
da Folha Online
A família de uma comissária de bordo que morreu no acidente com o voo 447 da Air France, que caiu no oceano Atlântico em 31 de maio, entrou com ação judicial contra a companhia aérea, informou seu advogado nesta sexta-feira.
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Clara Amado, 31, era uma das 228 ocupantes do Airbus que caiu enquanto seguia do Rio para Paris. Foi o pior acidente na história da companhia aérea francesa.
O advogado contratado pelos parentes da comissária disse que a família é a segunda a entrar com ação legal contra a Air France.
Ele afirmou que busca fazer com que a empresa seja submetida a investigação formal antes de 24 de setembro, quando a Air France e as famílias das vítimas vão reunir-se pela quarta vez desde o acidente. Caberá à Promotoria decidir se abre processo.
"Nós queremos respostas a nossas perguntas, queremos saber as causas exatas do acidente e queremos que as pessoas assumam suas responsabilidades", disse Jean-Claude Guidicelli, o advogado que representa o pai e irmão de Amado.
Os investigadores que tentam descobrir as causas do acidente disseram que defeitos nos sensores que medem a velocidade do avião podem ter sido um dos motivos, mas é improvável que tenham sido o único.
Submarinos franceses interromperam na quinta-feira as buscas pelas caixas-pretas do avião, sem conseguir localizar as peças.
Uma investigação judicial sobre homicídio involuntário também foi aberta.
Uma porta-voz da companhia aérea não quis comentar a ação da família de Amado, mas disse que a Air France respeita sua dor e compartilha de sua tristeza.
"Nós queremos compreender as causas do acidente", disse ela.
Acidente
A aeronave seguia do Rio para Paris com 228 pessoas a bordo quando caiu no Atlântico, em uma área a 1.020 km de distância de Natal (RN).
Foram resgatados 50 corpos do oceano, sendo que 20 eram de brasileiros --sendo 12 homens e oito mulheres-- e os outros 30 de estrangeiros, sendo 13 homens e 17 mulheres.
A pedido das famílias, os nomes não foram revelados. As buscas pelas vítimas da tragédia foram encerradas no dia 26 de junho.
As causas do acidente --que estão sendo investigadas pela França-- ainda não foram esclarecidas. No início de julho, os especialistas do BEA descartaram a hipótese de desintegração do Airbus, mas não determinaram as causas da queda.
Sabe-se que o avião teve uma pane elétrica e despressurização da cabine, porque foram enviados alertas do tipo durante o voo. Uma falha nos sensores externos que medem a velocidade da aeronave, o pitot, foi apontada como possível causa do acidente.
Na ocasião, o presidente da EADS (Empresa Europeia de Aeronáutica e Defesa, que controla a Airbus), Louis Gallois, afirmou que "neste tipo de acidente, não existe uma [só] causa". "É a convergência de diferentes causas, criando um acidente. É essencial para que todos saibam o que aconteceu."
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MÉDIA, esses inuteis só fazem Média
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