Buscas por caixas-pretas do voo 447 devem continuar até o fim do ano
da Efe
da Folha Online
As buscas pelas caixas-pretas do avião da Air France que se acidentou em 1º de junho, quando fazia o trajeto entre Rio de Janeiro e Paris, com 228 pessoas a bordo, continuará durante este semestre.
A informação foi dada nesta segunda-feira à imprensa pelo diretor do BEA [Escritório francês de Investigação e Análise], Paul-Lois Arslanian, que disse que, primeiro, será definido "onde buscar prioritariamente e como otimizar as buscas", e para isso se tentará obter a ajuda de outros países para uma "dimensão internacional".
"Por enquanto, não podemos explicar o acidente", já que a informação registrada pelas caixas-pretas é essencial para esclarecer as causas, acrescentou Arslanian, em discurso na associação de jornalistas aeronáuticos.
Retomar a busca poderia ter um custo de "mais de 10 milhões de euros" e chegar, inclusive, a "várias dezenas de milhões de euros", acrescentou o responsável da BEA, quantia que poderia ser, em parte, oferecida pelo construtor aeronáutico europeu Airbus, fabricante do avião acidentado.
O presidente da Airbus, Thomas Enders, declarou, em entrevista publicada no mês de julho no jornal "La Tribune", que o construtor aeronáutico estaria disposto a contribuir para a extensão dos trabalhos de busca, "oferecendo uma contribuição importante" na terceira fase, a atual.
O jornal fixava essa quantia entre 12 milhões e 20 milhões de euros (entre US$ 17 milhões e US$ 28 milhões) para um período de três meses.
No entanto, em 20 de agosto e após ter dado por concluída a busca acústica pelas caixas-pretas, a BEA afirmou que os equipamentos não seriam mais procurados.
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Anunciou então que reuniria "uma equipe internacional de investigadores e de especialistas para analisar os dados recolhidos" até o momento.
Os investigadores tentavam localizar os aparelhos, do tamanho de uma caixa de sapatos, em uma área de cerca de 17 mil quilômetros quadrados e mais de 3 mil metros de profundidade, cujo relevo submarino é bastante acidentado.
Os trabalhos se concentraram em uma zona de raio de 75 quilômetros, com eixo no ponto em que o avião enviou sua última mensagem de posicionamento, e terminaram em 20 de agosto.
Acidente
A aeronave seguia do Rio para Paris com 228 pessoas a bordo quando caiu no Atlântico, em uma área a 1.020 km de distância de Natal (RN).
Foram resgatados 50 corpos do oceano, sendo que 20 eram de brasileiros --sendo 12 homens e oito mulheres-- e os outros 30 de estrangeiros, sendo 13 homens e 17 mulheres.
A pedido das famílias, os nomes não foram revelados. As buscas pelas vítimas da tragédia foram encerradas no dia 26 de junho.
As causas do acidente --que estão sendo investigadas pela França-- ainda não foram esclarecidas. No início de julho, os especialistas do BEA descartaram a hipótese de desintegração do Airbus, mas não determinaram as causas da queda.
Sabe-se que o avião teve uma pane elétrica e despressurização da cabine, porque foram enviados alertas do tipo durante o voo. Uma falha nos sensores externos que medem a velocidade da aeronave, o pitot, foi apontada como possível causa do acidente.
Na ocasião, o presidente da EADS (Empresa Europeia de Aeronáutica e Defesa, que controla a Airbus), Louis Gallois, afirmou que "neste tipo de acidente, não existe uma [só] causa". "É a convergência de diferentes causas, criando um acidente. É essencial para que todos saibam o que aconteceu."
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MÉDIA, esses inuteis só fazem Média
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