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Censo 2010 fará a soma de casais homossexuais
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DANIELE CARVALHO
Colaboração para a Folha, do Rio
O Censo Demográfico 2010 questionará os entrevistados sobre a língua que falam, a participação em programas de transferência de renda e abrirá espaço para registro de casais do mesmo sexo, anunciou ontem o IBGE.
Os formulários de papel serão abolidos no Censo, que necessitará de investimento de R$ 1,4 bilhão. Os cerca de 230 mil agentes devem visitar 58 milhões de domicílios munidos de palmtops e netbooks --computadores ultraportáteis. Em alguns casos, os questionários poderão ser respondidos por meio da internet.
A indagação sobre a língua falada pelo entrevistado surge em razão da multiplicidade registrada por pesquisadores. "Estudiosos acreditam que cerca de 210 línguas são faladas no Brasil, sendo 80 delas indígenas. O censo é uma oportunidade de mapeá-las e conhecê-las melhor", diz o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.
Uma das novidades é a pergunta "Qual o grau de parentesco ou de convivência com o responsável pelo domicílio?", que abrigará, entre suas 20 opções, o item "união homossexual".
Assim como em 2000, o Censo terá dois tipos de questionários. O chamado básico, que será aplicado na maior parte dos lares, terá 16 perguntas e seu tempo médio de aplicação é de 25 minutos a 30 minutos.
O questionário chamado de "amostra" deve ser aplicado em cerca de 7 milhões de domicílios, contendo 81 perguntas, com tempo estimado de uma hora para as respostas. A escolha de qual tipo de questionário deve ser aplicado ao entrevistado é aleatória.
Todos os agentes usarão colete e boné com a inscrição "IBGE" e crachá de identificação. Caso o entrevistado queira confirmar se realmente se trata de um pesquisador, o colete também trará o número de um telefone gratuito para confirmar a identificação do agente.
As visitas começam em 1º de agosto de 2010 e a meta é visitar todos os domicílios do país.
Apesar de não utilizar mais papel, o tempo de apuração e de processamento dos dados será o mesmo gasto do último Censo. Em 2000, os questionários eram escaneados e depois as informações enviadas ao sistema de informação do IBGE.
Segundo Nunes, a maior agilidade com o uso dos computadores não se dará na primeira contagem de dados, mas sim no cruzamento das informações coletadas, tarefa mais complexa que é feita posteriormente.
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