Governo confirma 657 mortes por gripe suína e aponta recuo da doença no país
da Folha Online
Atualizado às 20h20.
Balanço divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde contabilizava 657 mortes por gripe suína --a gripe A (H1N1)-- no país, entre 25 de abril e 29 de agosto. O número representa um acréscimo de cem óbitos em referência ao levantamento da semana passada.
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Apesar do aumento no número de mortes, houve uma diminuição no número de pacientes com gripe suína que evoluíram para casos graves. Entre 23 de 29 de agosto, o Ministério da Saúde recebeu 151 notificações de casos graves da gripe A (H1N1); contra 639 casos registrados entre os dias 16 a 22 de agosto; e contra 1.165 registros entre os dias 9 e 15 do mês passado.
"A análise epidemiológica dos dados permite concluir que a transmissão do novo vírus A (H1N1) e os casos graves provocados por ele estão diminuindo no Brasil", afirmou a pasta, em nota. Ao todo, foram confirmados 6.592 casos graves da gripe suína no país até esta quarta.
O Brasil tem a sexta maior taxa de mortalidade entre os 15 países com maior número de mortes, o que significa o percentual de óbitos em relação à população de cada país.
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De acordo com o balanço do Ministério da Saúde, São Paulo tem o maior número de óbitos no país, com 261 mortes. Na sequência vem o Paraná (186), Rio Grande do Sul (100), Rio (66), Santa Catarina (20), Minas (10), Paraíba (2), Mato Grosso do Sul (2), Distrito Federal (2), Rondônia (1), Acre (1), Amazonas (1), Pará (1), Rio Grande do Norte (1), Bahia (1), Pernambuco (1) e Espírito Santo (1).
Mesmo quando são contabilizadas, o número de mortos divulgado pelas secretarias e pelo ministério podem divergir. A diferença ocorre porque os critérios considerados pelos órgãos não é o mesmo --algumas secretarias contabilizam apenas os moradores do Estado que morreram por gripe suína, outras contam todos os óbitos, independentemente de sua origem.
A Secretaria de Saúde de São Paulo, por exemplo, confirmou nesta quarta-feira um total de 236 mortes no Estado até 30 de agosto, contra 261 divulgados pelo governo federal. De acordo com dados das secretarias de Saúde dos Estados, no entanto, o total de mortes no Brasil já chegava a, pelo menos, 676 até esta quarta.
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.
Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
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fernanda.scavacini@saude.gov.br
Assessoria de Comunicação
Ministério da Saúde
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Continuo afirmando que no seu "Protocolo" diz que a prescrição de medicamentos fora do protocolo deve ser validado pela autoridade de Saude local. Isto nao está escrito????Do momento que algo tem que ser em conjunto, não existe autonomia individual, ou seja, o medico que prescreve fora do protocolo deve ser validado pela autoridade de saude local. Então onde esta a autonomia do medico, ou voces mudam o protocolo, ou deixem de dizer mentiras. Pois vale e o que esta escrito em procedimento.
E por falar no tamiflu, quando voces vão deixar de estatizar o mesmo?
Em nenhum pais existe (vamos dizer + 2) . existe esta proibição de vendas em farmacias, ou como voces dizem " o labratorio esta atendendo demanda elevada". Por que no Brasil é diferente dos outros paises, o laboratorio instalado aqui é diferente dos outros paises, pois consegue atender a demanda do mundo, menos do Brasil. Tenha a santa paciencia. não somos bobos. Voces dificultaram o acesso ao medicamento atraves de prescrição medica. Não temos direito de livre escolha de medicos e comprar o medicamento onde quisermos (obs. com prescrição medica, que fique bem claro).
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Até o momento não se tem evidenciado aumento da ocorrência de eventos adversos graves, em relação à média observada nos últimos anos para outras vacinas.
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