Famílias fazem audiência em Brasília para lembrar 3 anos do acidente com avião da Gol
da Folha Online
A tragédia com o voo 1907 da Gol completa três anos nesta terça-feira e, para lembrar a data, as famílias das vítimas promovem a partir das 14h30 uma audiência pública em Brasília (DF), na Câmara Federal. O objetivo do evento é discutir o andamento das investigações sobre o acidente, no qual 154 pessoas morreram.
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Segundo a Associação dos Parentes e Amigos das Vítimas do Voo 1907, o evento visa também cobrar agilidade nos dois processos criminais sobre o caso, que continuam em andamento na Justiça.
| Jorge Araújo/19.abr.2007/Folha Imagem |
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| Choque entre avião da Gol e jato Legacy matou 154 e espalhou destroços pela mata |
Foram convocados para participar da audiência o Ministério Público Federal em Mato Grosso --que em maio deste ano ofereceu nova denúncia contra os pilotos do jato Legacy, que colidiu com o avião da Gol; o chefe do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), brigadeiro Jorge Kersul Filho; e o perito Roberto Peterka, responsável pelos dois laudos que apontava falhas dos pilotos Joe Lepore e Jan Paul Paladino, do Legacy.
A audiência também será acompanhada por Rosane Guthjar, viúva de uma das vítimas, e pelo assistente de acusação Dante D'Aquino, que também representa as famílias.
Acidente
O Boeing da Gol que fazia o voo 1907 ia de Manaus (AM) para o Rio com previsão de fazer uma escala em Brasília (DF). Ao sobrevoar a região Norte do país ele bateu em o Legacy da empresa de taxi aéreo americana ExcelAire.
Os destroços do Boeing caíram em uma mata fechada, a 200 km do município de Peixoto de Azevedo (MT). Mesmo avariado, o Legacy, que transportava sete pessoas, conseguiu pousar em segurança em uma base na serra do Cachimbo (PA).
Em 2008, os pilotos do jato Legacy da empresa americana ExcelAire foram absolvidos pela Justiça brasileira. A Procuradoria e as famílias recorreram da decisão, que ainda depende de análise do TRF (Tribunal Regional Federal) em Brasília.
O acidente expôs a fragilidade do controle aéreo brasileiro. O assunto deflagrou ainda aberturas de CPI's (Comissões Parlamentares de Inquéritos) e investigações da Polícia Federal e Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
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