Incêndio no Rio destrói 90% da obra do artista plástico Hélio Oiticica
da Agência Brasil
Um incêndio ocorrido na noite de sexta-feira (16) na casa do arquiteto César Oiticica, no bairro do Jardim Botânico, zona sul do Rio, destruiu grande parte do acervo de uma dos mais importantes artistas plásticos brasileiros, Hélio Oiticica. De acordo com o arquiteto, irmão de Hélio, toda o acervo do artista que estava guardado no local, avaliado em US$ 200 milhões, foi perdido. O material, mantido numa sala com controle de umidade e temperatura, corresponderia a 90% da obra do pintor, escultor e artista conceitual, que morreu em 1980.
César Oiticica disse que estava jantando quando foi alertado por uma empregada sobre o fogo. As causas do incêndio são desconhecidas.
Segundo César, a sala onde estavam guardadas as obras era adaptada para funcionar como uma reserva técnica e não havia nada de inflamável no local. Os bombeiros foram chamados, mas quando chegaram o fogo já havia destruido o acervo.
"O valor perdido em dinheiro não significa nada, comparado à perda de obras que o mundo inteiro vai lastimar", afirmou.
Um dos artistas plásticos brasileiros de maior renome internacional, com obras expostas em vários países, o carioca Hélio Oiticica, nascido em 1937, participou nos anos 50 do movimento neoconcretista, ao lado de nomes como Ligia Clark, Amilcar de Castro e Ferreira Gullar. Nos anos 60, ficou conhecido por obras conceituais, como as capas coloridas chamadas por ele de "parangolés" e instalações, os "penetráveis". Também foi um dos inspiradores do movimento tropicalista, em 1968.
Na década de 70, Hélio Oiticica morou durante oito anos em Nova York. De volta ao Rio, morreu em 22 de março de 1980.
Um ano após sua morte, foi criado no Rio o Projeto Hélio Oticica, para preservar a obra do artista. A Prefeitura do Rio criou, em 1996, o Centro de Artes Hélio Oiticica, instalado num prédio do século 19, próximo à Praça Tiradentes, no centro do Rio. Além de exposições temporárias, o espaço abriga uma parte pequena do acervo de Hélio Oiticica.
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Mas revendo o atual local e disposição do acervo,não consigo conceber, que TAIS RIQUEZAS,estavam inadequadamente,ZELADAS.
Não tinham apólice de seguro,guardadas em um apartamento de residencias, sem seguranças, etc...
Será que valiam TANTO, assim ?
Se verdadeiro, por que não direcionaram a um òrgão Cultural,formaram uma empresa gestora, desta FORTUNA e guardaram adequadamente?
A familia guardadora tinha recursos, para manter e zelar, pelo Patrimônio ? às vezes, tem para sua manutenção,mas não chega para o Patrimonio.
É normal.Estamos no Brasil.
Mas como vemos, agora " A INÊS é MORTA " .
Talvez, ainda se salve algum ""rescaldo", o que espero,para manter a lembrança, do ARTISTA.
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