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Cotidiano
18/10/2009 - 05h45

Após os confrontos de sábado, madrugada é tranquila na zona norte do Rio

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da Folha Online

Após os confrontos entre grupos de traficantes e policiais militares neste sábado na zona norte do Rio, a madrugada deste domingo (18) foi tranquila na região do morro dos Macacos, em Vila Isabel. De acordo com a Polícia Militar, não houve registro de novos confrontos.

Com medo de que se repetissem os ataques a ônibus praticados ontem pelos traficantes, durante a madrugada as empresas de transporte colocaram menos veículos nas ruas, causando transtornos a passageiros. No entanto, nenhuma ocorrência foi registrada.

Ricardo Moraes/Reuters
Traficantes queimaram veículos na zona norte do Rio ontem; na madrugada deste domingo menos ônibus circularam na região
Traficantes queimaram veículos na zona norte do Rio ontem; na madrugada deste domingo menos ônibus circularam na região

Os confrontos de ontem entre traficantes e policiais deixaram 12 mortos, segundo informações da Polícia Militar. Pela manhã, um helicóptero da PM foi derrubado pelos criminosos. Após os ataques, o governo do Rio recusou ajuda da Força Nacional.

Os confrontos tiveram início na madrugada de sexta para sábado, quando criminosos do morro São João tentaram invadir o morro dos Macacos em disputa pelos pontos de venda de drogas. Segundo o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, a polícia sabia da invasão planejada pelos traficantes.

De acordo com o secretário, após a informação, o policiamento no local foi reforçado, mas destacou a dificuldade em impedir invasões do local devido a grande quantidade de acessos que possui o morro. A via usada pelos traficantes do morro São João, também na zona norte do Rio, ainda não foi determinada pela polícia.

A Polícia Militar ainda afirmou que quatro diferentes batalhões foram deslocados para reforçar o policiamento após a informação de invasão, e destacou que um grupo de traficantes foi interceptado e, após tiroteio, impedido de acessar o morro dos Macacos.

Ainda de acordo com a PM, os confrontos deixaram oito pessoas feridas, entre eles, dois moradores do morro dos Macacos e outros seis policiais militares --um deles em estado grave.

Após os confrontos, a PM realizou uma operação para derrubar barricadas no morro São João, na zona norte do Rio, feitas por traficantes para dificultar o acesso de policiais.

Segundo o secretário de Segurança Pública, mais de 3.000 homens reforçam o policiamento na região do morro dos Macacos e do morro São João. O policiamento deve se manter por tempo indeterminado no local.

Força Nacional

Após os confrontos, o ministro da Justiça, Tarso Genro, conversou com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e ofereceu a ajuda da Força Nacional para controlar a ação dos traficantes, mas, segundo o ministro, o governador recusou a ajuda.

De acordo com o ministro, Cabral disse que a Polícia Militar e a Polícia Civil têm equipamentos e condições suficientes para continuar o seu trabalho, cujo sucesso não depende de mais pessoal nem de mais armamentos, mas da continuidade das ações preventivas para o enfrentamento do crime.

Comentários dos leitores
JOSE MOTTA (44) 18/11/2009 16h30
JOSE MOTTA (44) 18/11/2009 16h30
RIO, CIDADE MARAVILHOSA, CARTÃO VISITAS DO BRASIL, SEDE DA COPA DO MUNDO DE 2012 E OLIMPIADAS DE 2016. SABEM ONDEM O SALARIO DA POLICIA MILITAR É O MENOR DO BRASIL, ISSO MESMO MENOR QUE O ESTADO MAIS POBRE DO BRASIL. PRECISA FALAR, ENTÃO FALO: RIO DE JANEIRO. SENHOR SERGIO CABRAL. PARE DE POLITICAGEM E CHORAR NO OMBRO DO LULA E GOVERNE A O RIO DE JANEIRO. O POVO CARIOCA NÃO MERECE ISSO. sem opinião
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Polycarpo Quaresma (17) 11/11/2009 03h01
Polycarpo Quaresma (17) 11/11/2009 03h01
Não tem como "resolver" o problema de moradias quando a "comunidade" , ou seja o favelado, não paga luz, água, TV, IPTU, imposto de renda, aluguel, etc etc
Quer situação , financeiramente, melhor que esta? E tem mais eles aceita os traficante s numa boa.Alguém viu umfilme chamado "Sujos , Feios e Malvados" Vejam. MOstra uma outra perspectiva da natureza humana e da exclusão social. Não são santinhos não. Ah e aind atrabakham sem carteria assinada para descolar uma bolsa qualquer
sem opinião
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Fábio Rodrigo (1) 10/11/2009 21h44
Fábio Rodrigo (1) 10/11/2009 21h44
Lembra da expulsão dos pobres na maioria negros moradores dos cortiços demolidos para higienizar o Rio de Janeiro no século XIX (1878). Alguém pode recordar se houve algum plano decente de moradia para aquele povo?
Passaram apenas 131 anos e o que temos hoje?
1.006 favelas.Tudo é reflexo.
Alguém já ouviu falar de algum programa para ser realizado em longo prazo para as favelas do Rio de Janeiro?
Acreditam que promessas pitorescas apresentadas em campanhas eleitorais que em 4 anos de um mandato tudo estará tranquilo, tranquilo.
Enquanto isso toneladas de drogas e armas sobem o morro, pois existe um mercado a ser conquistado em cada morro, esquina ou avenida, pois o negócio é lucrativo: 1 grama de cocaína custa 10 reais, agora imagine apenas um ponto de drogas em cada uma das 1.006 favelas vendendo toneladas por mês.
Quem tem mais força controla. Antes era apenas um traficante, depois facções criminosas e, agora, milicianos, ex-policiais que acreditam neste mercado. Será que no futuro o Exército Nacional dominará este mercado? Se bem que muitas armas encontradas no morro são de uso exclusivo do Exército Nacional, quando não são de outros países. E nossas fronteiras, como a Marinha, a Força Aérea e o próprio Exército permitem a entrada de drogas e armas?
Agora tenho a certeza: "ta tudo dominado"!
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