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Cotidiano
18/10/2009 - 16h24

Invasão de traficantes no morro dos Macacos foi gradual e aconteceu a pé, diz secretário

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da Folha Online

O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, informou na tarde deste domingo que o serviço de inteligência da polícia já identificou como ocorreu a invasão ao morro dos Macacos (zona norte) por traficantes rivais na madrugada de ontem (17). Segundo o secretário, os traficantes do morro São João entraram no local a pé e de forma gradual.

"Parecia uma guerra", afirma morador sobre tiroteio
Governo do Rio recusa ajuda da Força Nacional
Veja a repercussão dos confrontos na imprensa internacional

Ricardo Moraes/Reuters
Traficantes queimam veículos na zona norte do Rio e derrubam helicóptero da Polícia Militar; dois policiais militares morreram
Traficantes queimam veículos na zona norte do Rio e derrubam helicóptero da Polícia Militar; dois policiais militares morreram

Ainda de acordo com o secretário, o movimento dos traficantes foi testemunhado por moradores do morro dos Macacos durante alguns dias. A invasão provocou confrontos que deixaram 12 mortos --entre eles dois PMs-- e oito feridos. Durante os confrontos, um helicóptero da PM foi atingido por tiros; a aeronave explodiu após um pouso forçado, causando a morte de dois policias.

No sábado, o secretário já tinha informados que a polícia havia sido informada previamente sobre a possível invasão, mas destacou a dificuldade em impedir invasões do local devido a grande quantidade de acessos que possui o morro. Desde os confrontos, mais de 3.000 policiais militares e civis reforçam a segurança na região.

Hoje, policiais do Bope ocuparam ainda a favela do Jacarezinho nas buscas pelos envolvidos no confronto no morro dos Macacos. Duas pessoas morreram no tiroteio com a polícia. Foram apreendidas duas pistolas e 300 kg de maconha. Quatro homens que estavam em um carro roubado foram detidos na avenida Marechal Rondon.

A PM também faz uma operação no morro São João, atrás de traficantes que teriam morrido no confronto de ontem (17). De acordo com a PM, o Serviço de Inteligência da Polícia recebeu informações de moradores que haviam corpos de supostos traficantes no morro.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, conversou com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e ofereceu a ajuda da Força Nacional para controlar a ação dos traficantes, mas, segundo o ministro, o governador recusou a ajuda.

De acordo com o ministro, Cabral disse que a Polícia Militar e a Polícia Civil têm equipamentos e condições suficientes para continuar o seu trabalho, cujo sucesso não depende de mais pessoal nem de mais armamentos, mas da continuidade das ações preventivas para o enfrentamento do crime.

Comentários dos leitores
JOSE MOTTA (44) 18/11/2009 16h30
JOSE MOTTA (44) 18/11/2009 16h30
RIO, CIDADE MARAVILHOSA, CARTÃO VISITAS DO BRASIL, SEDE DA COPA DO MUNDO DE 2012 E OLIMPIADAS DE 2016. SABEM ONDEM O SALARIO DA POLICIA MILITAR É O MENOR DO BRASIL, ISSO MESMO MENOR QUE O ESTADO MAIS POBRE DO BRASIL. PRECISA FALAR, ENTÃO FALO: RIO DE JANEIRO. SENHOR SERGIO CABRAL. PARE DE POLITICAGEM E CHORAR NO OMBRO DO LULA E GOVERNE A O RIO DE JANEIRO. O POVO CARIOCA NÃO MERECE ISSO. sem opinião
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Polycarpo Quaresma (17) 11/11/2009 03h01
Polycarpo Quaresma (17) 11/11/2009 03h01
Não tem como "resolver" o problema de moradias quando a "comunidade" , ou seja o favelado, não paga luz, água, TV, IPTU, imposto de renda, aluguel, etc etc
Quer situação , financeiramente, melhor que esta? E tem mais eles aceita os traficante s numa boa.Alguém viu umfilme chamado "Sujos , Feios e Malvados" Vejam. MOstra uma outra perspectiva da natureza humana e da exclusão social. Não são santinhos não. Ah e aind atrabakham sem carteria assinada para descolar uma bolsa qualquer
sem opinião
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Fábio Rodrigo (1) 10/11/2009 21h44
Fábio Rodrigo (1) 10/11/2009 21h44
Lembra da expulsão dos pobres na maioria negros moradores dos cortiços demolidos para higienizar o Rio de Janeiro no século XIX (1878). Alguém pode recordar se houve algum plano decente de moradia para aquele povo?
Passaram apenas 131 anos e o que temos hoje?
1.006 favelas.Tudo é reflexo.
Alguém já ouviu falar de algum programa para ser realizado em longo prazo para as favelas do Rio de Janeiro?
Acreditam que promessas pitorescas apresentadas em campanhas eleitorais que em 4 anos de um mandato tudo estará tranquilo, tranquilo.
Enquanto isso toneladas de drogas e armas sobem o morro, pois existe um mercado a ser conquistado em cada morro, esquina ou avenida, pois o negócio é lucrativo: 1 grama de cocaína custa 10 reais, agora imagine apenas um ponto de drogas em cada uma das 1.006 favelas vendendo toneladas por mês.
Quem tem mais força controla. Antes era apenas um traficante, depois facções criminosas e, agora, milicianos, ex-policiais que acreditam neste mercado. Será que no futuro o Exército Nacional dominará este mercado? Se bem que muitas armas encontradas no morro são de uso exclusivo do Exército Nacional, quando não são de outros países. E nossas fronteiras, como a Marinha, a Força Aérea e o próprio Exército permitem a entrada de drogas e armas?
Agora tenho a certeza: "ta tudo dominado"!
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