Comando da PM diz que mais inocentes podem ter morrido em confrontos no Rio
da Agência Brasil
da Folha Online
O comandante da Polícia Militar do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, reconheceu neste domingo que pode haver mais inocentes entre as 12 vítimas do confronto, no Morro dos Macacos, zona norte, no sábado (17), quando a PM combateu uma disputa entre traficantes rivais. Segundo ele, algumas vítimas podem ter sido classificadas equivocadamente como criminosas.
"Parecia uma guerra", afirma morador sobre tiroteio
Governo do Rio recusa ajuda da Força Nacional
Veja a repercussão dos confrontos na imprensa internacional
| Ricardo Moraes/Reuters |
![]() |
| Traficantes queimam veículos na zona norte do Rio e derrubam helicóptero da Polícia Militar; dois policiais militares morreram |
Ontem, a cúpula da Segurança Pública divulgou que a operação da PM no morro terminou com dois militares mortos e seis feridos, dez criminosos mortos, além de três moradores feridos. No entanto, contestado por famílias de vítimas, Mário Sérgio Duarte explicou que os números são preliminares e serão confirmados no decorrer das investigações.
"Essas coisas são esclarecidas com tempo. Num primeiro momento, vamos coletando as informações possíveis. Precisamos agora verificar a identidade de cada um. Sabendo da identidade, do local de onde partiram, onde residem e suas atividades normais do dia a dia é que vamos saber [se estavam envolvidos com o tráfico]", afirmou.
De acordo com o comandante, as informações foram divulgadas à imprensa para dar mais transparência ao trabalho da PM. "A particularização da informação de cada um [vítima] só vem com o tempo à medida que as investigações avançam. As informações eram iniciais, mas não podíamos sonegá-las, passamos à imprensa", afirmou ele, em relação à entrevista coletiva da cúpula da Segurança Pública, realizada ontem.
Neste domingo, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, também informou que a invasão ao morro dos Macacos (zona norte) por traficantes rivais, na madrugada de ontem, aconteceu a pé e de forma gradual. A invasão provocou confrontos que levaram a queda de um helicóptero da PM, após ser atingido por tiros; a aeronave explodiu após um pouso forçado.
O secretário também disse que a polícia foi informada previamente sobre a possível invasão, mas destacou a dificuldade em impedir invasões do local devido a grande quantidade de acessos que possui o morro. Desde os confrontos, mais de 3.000 policiais militares e civis reforçam a segurança na região.
Hoje, policiais do Bope ocuparam ainda a favela do Jacarezinho nas buscas pelos envolvidos no confronto no morro dos Macacos. Duas pessoas morreram no tiroteio com a polícia. Foram apreendidas duas pistolas e 300 kg de maconha. Quatro homens que estavam em um carro roubado foram detidos na avenida Marechal Rondon.
A PM também faz uma operação no morro São João, atrás de traficantes que teriam morrido no confronto de ontem (17). De acordo com a PM, o Serviço de Inteligência da Polícia recebeu informações de moradores que havia corpos de supostos traficantes no morro.
Leia mais sobre o confronto
- Após confrontos, PM procura corpos em morro na zona norte do Rio
- Novo confronto em favela da zona norte do Rio deixa 2 mortos; 4 são presos
- Mais de 3.000 policiais ocupam morros no Rio; recomeçam as buscas pelos traficantes
- Após os confrontos de sábado, madrugada é tranquila na zona norte do Rio
Outras notícias da editoria de Cotidiano
- PM é atacado por pit bull quando perseguia assaltante em Sumaré (SP)
- Cancelamento de show de Zé Ramalho provoca confusão em Guarulhos (SP)
- Mulher e criança de três anos são salvas de incêndio a residência na zona norte de SP
Especial
Livraria



avalie fechar
Quer situação , financeiramente, melhor que esta? E tem mais eles aceita os traficante s numa boa.Alguém viu umfilme chamado "Sujos , Feios e Malvados" Vejam. MOstra uma outra perspectiva da natureza humana e da exclusão social. Não são santinhos não. Ah e aind atrabakham sem carteria assinada para descolar uma bolsa qualquer
avalie fechar
Passaram apenas 131 anos e o que temos hoje?
1.006 favelas.Tudo é reflexo.
Alguém já ouviu falar de algum programa para ser realizado em longo prazo para as favelas do Rio de Janeiro?
Acreditam que promessas pitorescas apresentadas em campanhas eleitorais que em 4 anos de um mandato tudo estará tranquilo, tranquilo.
Enquanto isso toneladas de drogas e armas sobem o morro, pois existe um mercado a ser conquistado em cada morro, esquina ou avenida, pois o negócio é lucrativo: 1 grama de cocaína custa 10 reais, agora imagine apenas um ponto de drogas em cada uma das 1.006 favelas vendendo toneladas por mês.
Quem tem mais força controla. Antes era apenas um traficante, depois facções criminosas e, agora, milicianos, ex-policiais que acreditam neste mercado. Será que no futuro o Exército Nacional dominará este mercado? Se bem que muitas armas encontradas no morro são de uso exclusivo do Exército Nacional, quando não são de outros países. E nossas fronteiras, como a Marinha, a Força Aérea e o próprio Exército permitem a entrada de drogas e armas?
Agora tenho a certeza: "ta tudo dominado"!
avalie fechar