Tiroteio assusta estudantes na zona norte Rio; confrontos deixam 24 mortos
DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio
Um tiroteio assustou na manhã desta terça-feira alunos de uma creche e de uma escola municipal na zona norte do Rio. Segundo a Polícia Militar, ninguém ficou ferido, e os agentes entraram na escola para fazer uma vistoria, por segurança. Desde o último sábado, confrontos na zona norte da cidade causaram a morte de 24 pessoas.
- Criminosos usam pátio de escola como rota de fuga
- Confrontos deixam 25 mortos desde o fim de semana
- Governo pode liberar mais verba para o Rio, afirma ministro
- Gilmar Mendes critica falta de ações na segurança
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, apesar do tiroteio --que interrompeu temporariamente as aulas--, a escola Maria Cerqueira, na rua Leopoldo Bulhões, em Manguinhos, e uma creche vizinha estão abertas. Alguns pais, no entanto, não levaram as crianças para a escola, temendo novos tiroteios.
"O tiroteio aconteceu atrás da escola, mas não afetou os estudantes da unidade, que continuou a funcionar normalmente. Os policiais entraram na escola para checar o local por precaução", disse à Folha Online o major Oderlei Santos, relações pública da PM.
Confrontos
A PM confirmou que subiu de 22 para 24 o número de mortos durante confrontos registrados desde o último fim de semana. Entre as vítimas estão três policiais militares, três moradores e 18 suspeitos --11 foram mortos em confrontos, afirma a polícia. Os corpos de sete deles foram encontrados nos morros dos Macacos e São João.
"Esses sete suspeitos foram mortos nos confrontos entre criminosos de facções rivais (Comando Vermelho e Amigos dos Amigos)", disse Santos.
Operações
As operações policiais têm como objetivo prender os traficantes envolvidos nos ataques criminosos do último fim de semana. Hoje, um suspeito foi preso.
Um dos principais procurados é o traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 33, que atua no complexo de favelas do Alemão (zona norte). O Disque-Denúncia chegou a oferecer R$ 2.000 para quem desse informações sobre seu paradeiro. Segundo a PM, ele chefia o tráfico de drogas da favela Vila Cruzeiro (zona norte).
A polícia procura ainda Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que pode estar envolvido com a invasão. Ele fugiu recentemente da prisão, ao conseguir a progressão do regime fechado para o aberto.
A busca aos criminosos transformou a favela Vila Cruzeiro em uma área inacessível para a polícia, pois barreiras eram feitas com trilhos fincados no chão e botijões de gás. De acordo com a polícia, FB mandou instalar câmeras nas ruas da favela, para monitorar a entrada de moradores e da PM.
A região é também conhecida por bailes funks como os da Chatuba, Grota, Rua 8 e Rua E, além do chamado Baile do Complexo Total. De acordo com o Disque-Denúncia, nesses bailes predominam o consumo de drogas e atos sexuais, inclusive envolvendo exploração de crianças e adolescentes.
Leia mais sobre os confrontos no Rio
- Polícia mantém ocupação em favelas no Rio; alunos voltam às escolas na região
- Lula condena ato e oferece ajuda para "limpar" Rio
- Ordem para invasão não saiu de presídio, diz governo
Outras notícias da editoria de Cotidiano
- PF faz operação em SP contra aliciamento de chineses para venda de contrabando
- Gilmar Mendes critica falta de ações articuladas na segurança pública no país
- Explosão em loja de pneus deixa um morto e quatro feridos em Niterói (RJ)
Especial
- Veja o que existe em arquivo sobre violência no Rio
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


avalie fechar
Quer situação , financeiramente, melhor que esta? E tem mais eles aceita os traficante s numa boa.Alguém viu umfilme chamado "Sujos , Feios e Malvados" Vejam. MOstra uma outra perspectiva da natureza humana e da exclusão social. Não são santinhos não. Ah e aind atrabakham sem carteria assinada para descolar uma bolsa qualquer
avalie fechar
Passaram apenas 131 anos e o que temos hoje?
1.006 favelas.Tudo é reflexo.
Alguém já ouviu falar de algum programa para ser realizado em longo prazo para as favelas do Rio de Janeiro?
Acreditam que promessas pitorescas apresentadas em campanhas eleitorais que em 4 anos de um mandato tudo estará tranquilo, tranquilo.
Enquanto isso toneladas de drogas e armas sobem o morro, pois existe um mercado a ser conquistado em cada morro, esquina ou avenida, pois o negócio é lucrativo: 1 grama de cocaína custa 10 reais, agora imagine apenas um ponto de drogas em cada uma das 1.006 favelas vendendo toneladas por mês.
Quem tem mais força controla. Antes era apenas um traficante, depois facções criminosas e, agora, milicianos, ex-policiais que acreditam neste mercado. Será que no futuro o Exército Nacional dominará este mercado? Se bem que muitas armas encontradas no morro são de uso exclusivo do Exército Nacional, quando não são de outros países. E nossas fronteiras, como a Marinha, a Força Aérea e o próprio Exército permitem a entrada de drogas e armas?
Agora tenho a certeza: "ta tudo dominado"!
avalie fechar