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Cotidiano
21/10/2009 - 07h42

Novos confrontos entre traficantes e PMs deixam três mortos no Rio; vítimas somam 29

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da Folha Online

Três homens morreram na noite de ontem e na madrugada desta quarta-feira durante confrontos entre traficantes e policiais militares no morro do Juramento, na zona norte do Rio. Com os novos dados, sobe para 29 o numero de mortos em decorrência dos confrontos desde o último sábado --sendo três moradores e três policiais militares.

Antonio Lacerda /Efe
PMs acompanham enterro do corpo do cabo Izo Gomes Patrício, 33, uma das vítimas do helicóptero da Polícia Militar abatido no Rio
PMs acompanham enterro do corpo do cabo Izo Gomes Patrício, 33, uma das vítimas do helicóptero da Polícia Militar abatido no Rio

Os novos tiroteios causaram pânico na população durante a madrugada. Apesar disso, a assessoria da PM informou que, por volta das 7h30 de hoje, o movimento era tranquilo, inclusive no morro do Juramento e no morro da Fogueteiro --onde um homem morreu ontem. Os policiais militares continuavam nas favelas em busca dos traficantes envolvidos nos ataques criminosos do último fim de semana.

Ontem, a polícia encontrou ainda o corpo de um homem em um carrinho de supermercado na rua Luiz Barbosa, um dos acessos ao morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte.

Os confrontos na zona norte do Rio começaram na madrugada de sábado. Em disputa pelos pontos de venda de drogas, traficantes do morro São João e aliados invadiram o morro dos Macacos, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos).

Operações

A PM informou que irá manter por tempo indeterminado as operações em morros da região norte da cidade. As operações policiais têm como objetivo prender os traficantes envolvidos nos ataques criminosos do último fim de semana. Um dos principais procurados é o traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 33, que atua no complexo de favelas do Alemão (zona norte).

O Disque-Denúncia chegou a oferecer R$ 2.000 para quem desse informações sobre seu paradeiro. Segundo a PM, ele chefia o tráfico de drogas da favela Vila Cruzeiro (zona norte).

A polícia procura ainda Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que pode estar envolvido com a invasão. Ele fugiu recentemente da prisão, ao conseguir a progressão do regime fechado para o aberto.

Comentários dos leitores
JOSE MOTTA (44) 18/11/2009 16h30
JOSE MOTTA (44) 18/11/2009 16h30
RIO, CIDADE MARAVILHOSA, CARTÃO VISITAS DO BRASIL, SEDE DA COPA DO MUNDO DE 2012 E OLIMPIADAS DE 2016. SABEM ONDEM O SALARIO DA POLICIA MILITAR É O MENOR DO BRASIL, ISSO MESMO MENOR QUE O ESTADO MAIS POBRE DO BRASIL. PRECISA FALAR, ENTÃO FALO: RIO DE JANEIRO. SENHOR SERGIO CABRAL. PARE DE POLITICAGEM E CHORAR NO OMBRO DO LULA E GOVERNE A O RIO DE JANEIRO. O POVO CARIOCA NÃO MERECE ISSO. sem opinião
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Polycarpo Quaresma (17) 11/11/2009 03h01
Polycarpo Quaresma (17) 11/11/2009 03h01
Não tem como "resolver" o problema de moradias quando a "comunidade" , ou seja o favelado, não paga luz, água, TV, IPTU, imposto de renda, aluguel, etc etc
Quer situação , financeiramente, melhor que esta? E tem mais eles aceita os traficante s numa boa.Alguém viu umfilme chamado "Sujos , Feios e Malvados" Vejam. MOstra uma outra perspectiva da natureza humana e da exclusão social. Não são santinhos não. Ah e aind atrabakham sem carteria assinada para descolar uma bolsa qualquer
sem opinião
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Fábio Rodrigo (1) 10/11/2009 21h44
Fábio Rodrigo (1) 10/11/2009 21h44
Lembra da expulsão dos pobres na maioria negros moradores dos cortiços demolidos para higienizar o Rio de Janeiro no século XIX (1878). Alguém pode recordar se houve algum plano decente de moradia para aquele povo?
Passaram apenas 131 anos e o que temos hoje?
1.006 favelas.Tudo é reflexo.
Alguém já ouviu falar de algum programa para ser realizado em longo prazo para as favelas do Rio de Janeiro?
Acreditam que promessas pitorescas apresentadas em campanhas eleitorais que em 4 anos de um mandato tudo estará tranquilo, tranquilo.
Enquanto isso toneladas de drogas e armas sobem o morro, pois existe um mercado a ser conquistado em cada morro, esquina ou avenida, pois o negócio é lucrativo: 1 grama de cocaína custa 10 reais, agora imagine apenas um ponto de drogas em cada uma das 1.006 favelas vendendo toneladas por mês.
Quem tem mais força controla. Antes era apenas um traficante, depois facções criminosas e, agora, milicianos, ex-policiais que acreditam neste mercado. Será que no futuro o Exército Nacional dominará este mercado? Se bem que muitas armas encontradas no morro são de uso exclusivo do Exército Nacional, quando não são de outros países. E nossas fronteiras, como a Marinha, a Força Aérea e o próprio Exército permitem a entrada de drogas e armas?
Agora tenho a certeza: "ta tudo dominado"!
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