Chefes do tráfico no Rio ficam isolados em presídio em MS; Cabral diz que não dará "trégua"
da Folha Online
Os dez detentos apontados como líderes do tráfico de drogas no Rio chegaram por volta das 14h30 deste sábado à penitenciária federal de segurança máxima de Campo Grande (MS), onde deverão permanecer isolados dos demais presos por 20 dias, segundo informações do Ministério da Justiça.
Número de mortos em confrontos no Rio sobe para 41
Tiroteio termina com três mortos e um preso em Belford Roxo (RJ)
Rio transfere dez líderes do tráfico para presídio em Campo Grande
Entre os detentos transferidos do Rio para o Mato Grosso do Sul há oito integrantes do Comando Vermelho, um da facção criminosa ADA (Amigos dos Amigos), e um do TCP (Terceiro Comando Puro). Eles foram deslocados em um avião da Polícia Federal.
| Rafael Andrade/Folha Imagem |
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| Membros da ONG Rio de Paz fazem protesto contra a violência na praia de Copacabana, no Rio; confrontos deixaram 41 mortos |
O pedido de transferência foi feito à Justiça pela Secretária Estadual de Segurança Pública em resposta aos confrontos entre traficantes e policiais militares que resultaram na morte de pelo menos 41 pessoas. Para o governador Sérgio Cabral (PMDB), a troca mostra que o Estado não dará "trégua" para a criminalidade.
"A criminalidade tem que saber que nós estamos atuando e que não tem trégua do nosso lado. Não tem acordo, não tem trégua, não tem mudança de rumo. O embarque desses presos, hoje, para o presídio de segurança máxima é mais uma demonstração da nossa política", disse Cabral.
Esquema de segurança
De acordo com o Ministério da Justiça, os criminosos foram retirados dos presídios de Bangu 1, Bangu 3, e Vicente Piragibe, todos no Estado do Rio. A ação de transferência contou com 130 profissionais, entre integrantes da Força Nacional, Polícia Federal, agentes penitenciários federais e policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais).
Após 20 dias de isolamento, os presos irão para celas individuais e em alas separadas do presídio, onde não terão qualquer contato uns com os outros.
Em nota oficial, a Secretaria de Segurança informou os nomes dos presos: Nei da Conceição Cruz ("Nei Facão"), Edgar Alves Andrade ("Doca"), Cássio Monteiro das Neves ("Cassio da Mangueira"), Márcio Silva Matos ("Marcinho Muleta"), Roberto Ferreira Vieira ("Robertinho do Jacaré"), Jorge Alexandre Candido Maria ("Sombra"), Marcelo Soares de Medeiros ("Marcelo PQD"), Fábio Pinto dos Santos ("Fabinho São João"), Ocimar Nunes Robert ("Barbosinha") e Claudecyr de Oliveira ("Noquinha").
Violência
Os confrontos na zona norte do Rio começaram na madrugada de sábado passado (17). Em disputa pelos pontos de venda de drogas, traficantes do morro São João --controlado pelo Comando Vermelho-- e aliados invadiram o morro dos Macacos, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos).
O número de mortos nos confrontos entre traficantes de drogas e a polícia no Rio já chega a 41 --sendo que três eram policiais militares e pelo menos seis eram moradores. Na madrugada deste sábado, mais três homens morreram em Belford Roxo (RJ), mas polícia ainda investiga se os mortos têm alguma ligação com os confrontos da última semana.
Com Agência Brasil
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Quer situação , financeiramente, melhor que esta? E tem mais eles aceita os traficante s numa boa.Alguém viu umfilme chamado "Sujos , Feios e Malvados" Vejam. MOstra uma outra perspectiva da natureza humana e da exclusão social. Não são santinhos não. Ah e aind atrabakham sem carteria assinada para descolar uma bolsa qualquer
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Passaram apenas 131 anos e o que temos hoje?
1.006 favelas.Tudo é reflexo.
Alguém já ouviu falar de algum programa para ser realizado em longo prazo para as favelas do Rio de Janeiro?
Acreditam que promessas pitorescas apresentadas em campanhas eleitorais que em 4 anos de um mandato tudo estará tranquilo, tranquilo.
Enquanto isso toneladas de drogas e armas sobem o morro, pois existe um mercado a ser conquistado em cada morro, esquina ou avenida, pois o negócio é lucrativo: 1 grama de cocaína custa 10 reais, agora imagine apenas um ponto de drogas em cada uma das 1.006 favelas vendendo toneladas por mês.
Quem tem mais força controla. Antes era apenas um traficante, depois facções criminosas e, agora, milicianos, ex-policiais que acreditam neste mercado. Será que no futuro o Exército Nacional dominará este mercado? Se bem que muitas armas encontradas no morro são de uso exclusivo do Exército Nacional, quando não são de outros países. E nossas fronteiras, como a Marinha, a Força Aérea e o próprio Exército permitem a entrada de drogas e armas?
Agora tenho a certeza: "ta tudo dominado"!
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