Busca de caixas-pretas de avião da Air France será retomada em 2010
da Efe, em Brasília
da Folha Online
As operações de busca das caixas-pretas do avião da Air France que caiu no Atlântico com 228 pessoas a bordo serão retomadas em 2010. A informação foi dada nesta quarta-feira por autoridades francesas responsáveis pela investigação sobre o acidente que participaram de reunião no Câmara dos Deputados.
| 09.jun.2009/Marinha do Brasil |
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| Pedaço do avião da Air France resgatado no oceano Atlântico; 228 estavam no voo 447 |
Paul-Louis Arslanian, ex-membro do BEA (Escritório de Investigação e Análise) do governo francês, disse em audiência da Comissão de Viação e Transportes da Câmara que ainda não há elementos suficientes para esclarecer as causas do acidente envolvendo o Airbus A330 que partiu do Rio de Janeiro rumo a Paris em 31 de maio.
Foram resgatados 50 corpos do oceano, sendo que 20 eram de brasileiros --12 homens e oito mulheres-- e os outros 30 de estrangeiros --13 homens e 17 mulheres. Restos da aeronave também foram localizados, mas as caixas-pretas, que, segundo Arslanian poderiam esclarecer as causas do acidente, não puderam ser localizadas. Nas buscas, foi utilizado um submarino nuclear que pode alcançar até 5.000 metros de profundidade.
O especialista francês afirmou que, com a informação disponível, foi estabelecido que o avião registrou "velocidades divergentes" e caiu no oceano "com uma forte aceleração", mas esclareceu que isso é pouco para determinar o que aconteceu.
Também participaram da audiência representantes da Airbus, que mostraram as medidas tomadas pela companhia para evitar novos acidentes. Entre elas, a substituição de equipamentos de medição de velocidade, citados entre as possíveis causas do acidente.
A diretora da Air France no Brasil, Isabelle Birem, disse que o processo de indenização aos parentes das vítimas se desenvolve em cooperação com o Ministério da Justiça do Brasil e que um total de R$ 45.400 já foi dado a cada família.
Também participaram da audiência o tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor-geral do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo); Dino Ishikura, superintendente de aeronavegabilidade da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil); Yannick Malinge, vice-presidente de segurança de voo da Airbus; José Márcio Monsão Mollo, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias; e Paulo de Tarso Gonçalves Júnior, diretor do Sindicato Nacional dos Aeroviários.
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