Caso de menina achada em mala em Curitiba (PR) completa um ano sem solução
da Folha Online
Há um ano, o corpo de Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, 9, foi encontrado dentro de uma mala na rodoviária de Curitiba, no Paraná, mas o caso continua sem solução e o autor do crime ainda não foi preso. De acordo com a Sesp (Secretaria de Estado da Segurança do Paraná), as investigações continuam e, neste período, a polícia já realizou 47 exames de DNA para tentar identificar o assassino.
Rachel foi vista pela última vez quando deixava sua escola, no centro da cidade, no final da tarde do dia 3 de novembro de 2008. O corpo dela foi encontrado por uma pessoa que estava no terminal de ônibus dois dias depois.
| Reprodução |
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| Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, desaparecida após sair da escola, foi achada morta em mala em rodoviária de Curitiba |
O caso causou comoção e gerou uma série de protestos no Estado. Um suspeito chegou a ser preso dias depois, porém, a polícia descartou sua participação no crime.
Desde então, a polícia percorreu cerca de 8.500 km em busca de pistas do paradeiro do assassino, que ainda não foi identificado.
"Continuamos com um serviço intenso de inteligência policial. É bom que fique claro que a polícia não desistiu do caso e não o arquivou. Nosso objetivo é fazer com que o criminoso seja preso e responda por esse crime com a intensidade e a força da lei", afirmou o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari.
Segundo relatório do Cope (Centro de Operações Policiais Especiais), responsável pelas investigações desde 18 de novembro do ano passado, mais de 1.010 pessoas foram entrevistadas neste período, e foram apuradas 85 denúncias sobre o caso.
Das 202 pessoas consideradas suspeitas por algum motivo, 47 foram submetidas a exames de DNA.
"Temos uma grande arma, que é o vestígio de DNA do criminoso. Contra esta prova técnica, científica, não há argumentos, e com ela podemos encontrar o criminoso", afirmou Delazari.
Rachel desapareceu quando voltava da escola, no centro da cidade. Ela costumava voltar sozinha para casa, na Vila Guaíra, de ônibus. Na ocasião do desaparecimento, os pais da criança comunicaram o Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas), da Polícia Civil.
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