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Cotidiano
05/11/2009 - 15h47

Promotoria abre inquérito para investigar procedimentos médicos de Abdelmassih

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da Folha Online

O Ministério Público abriu nesta quarta-feira (4), por meio da Promotoria de Justiça do Consumidor, um inquérito para investigar procedimentos médicos feitos pelo médico Roger Abdelmassih, acusado de atentado violento ao pudor e estupro contra ex-pacientes.

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Segundo informações da Promotoria, o novo inquérito deve investigar possíveis práticas consideradas abusivas em seu consultório, localizado na cidade de São Paulo. Entre as práticas investigadas estão a não entrega de exames realizados em pacientes durante tratamento de reprodução assistida.

Fred Chalub/Folha Imagem
Abdelmassih é acusado de atentado violento ao pudor e estupro contra ex-pacientes
Abdelmassih é acusado de atentado violento ao pudor e estupro contra ex-pacientes

Também será investigada a possível omissão de "informação relevante a respeito da utilização e destinação de material excedente obtido a partir da técnica de reprodução assistida".

Abdelmassih está preso no presídio de Tremembé (147 km de São Paulo) desde o mês de agosto. Ele já teve quatro pedidos de liberdade negados pela Justiça. Após a prisão, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) decidiu suspender o registro do médico. Com a decisão, está proibido de exercer a medicina.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, Abdelmassih é acusado de 56 estupros. A denúncia foi feita com base em legislação que passou a vigorar no mês passado, segundo a qual o antigo "ato libidinoso" passa a ser considerado como "estupro". Pela legislação anterior, seriam 53 atentados violentos ao pudor (atos libidinosos) e três estupros (quando há conjunção carnal).

Em geral, as mulheres o acusam de tentar beijá-las ou acariciá-las quando estavam sozinhas --sem o marido ou a enfermeira presente. Algumas disseram ter sido molestadas após a sedação.

Outro lado

Desde que foi acusado pela primeira vez, Roger Abdelmassih negou por diversas vezes ter praticado crimes sexuais contra ex-pacientes. O médico afirma que vem sendo atacado há aproximadamente dois anos por um "movimento de ressentimentos vingativos".

Abdelmassih também sustenta que as mulheres que o acusam podem ter sofrido alucinações provocadas pelo anestésico propofol, usado durante o tratamento de fertilização in vitro. De acordo com ele, as pacientes podem "acordar e imaginar coisas".

Segundo sua defesa, o médico nunca fica sozinho com suas pacientes na clínica, estando sempre acompanhado por uma enfermeira.

 

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