Cotidiano
06/11/2009 - 07h58

É injusto dizer que Rio é violento, afirma secretário de Segurança

Publicidade

da Folha de S.Paulo
da Folha Online

O Rio de Janeiro não é violento, afirmou na quinta-feira (5) o secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, em Brasília. "[A cidade] Tem núcleos de violência. Temos índices de criminalidade, em determinadas áreas, europeus."

De acordo com Beltrame, "as microrregiões onde acontecem eventualmente os confrontos, muitas vezes entre traficantes, não retratam a imagem da cidade como um todo".

"Isso acontece pontualmente e em alguns lugares da cidade. É, no mínimo, injusto ou temerário dizer que o Rio de Janeiro é violento", disse o secretário de Segurança.

As afirmações foram feitas em audiência na Câmara para discutir a política de segurança pública do Estado. Diversas vezes, o secretário se referiu aos últimos eventos violentos no Rio como um "11 de Setembro".

Ele também cobrou dos parlamentares mudanças na legislação penal para melhorar o trabalho da polícia. Beltrame defende uma lei para tipificar o crime de milícia, a revisão dos dispositivos legais que tratam da proteção a testemunhas e mudanças na legislação de licitação.

O secretário também falou sobre o helicóptero da Polícia Militar, abatido por traficantes durante operação no último dia 17. De acordo com Beltrame, há suspeitas de que a ordem para abater o helicóptero tenha saído de um presídio. "Temos informações que nos levam a isso."

Comentários dos leitores
JOSE MOTTA (44) 18/11/2009 16h30
JOSE MOTTA (44) 18/11/2009 16h30
RIO, CIDADE MARAVILHOSA, CARTÃO VISITAS DO BRASIL, SEDE DA COPA DO MUNDO DE 2012 E OLIMPIADAS DE 2016. SABEM ONDEM O SALARIO DA POLICIA MILITAR É O MENOR DO BRASIL, ISSO MESMO MENOR QUE O ESTADO MAIS POBRE DO BRASIL. PRECISA FALAR, ENTÃO FALO: RIO DE JANEIRO. SENHOR SERGIO CABRAL. PARE DE POLITICAGEM E CHORAR NO OMBRO DO LULA E GOVERNE A O RIO DE JANEIRO. O POVO CARIOCA NÃO MERECE ISSO. sem opinião
avalie fechar
Polycarpo Quaresma (17) 11/11/2009 03h01
Polycarpo Quaresma (17) 11/11/2009 03h01
Não tem como "resolver" o problema de moradias quando a "comunidade" , ou seja o favelado, não paga luz, água, TV, IPTU, imposto de renda, aluguel, etc etc
Quer situação , financeiramente, melhor que esta? E tem mais eles aceita os traficante s numa boa.Alguém viu umfilme chamado "Sujos , Feios e Malvados" Vejam. MOstra uma outra perspectiva da natureza humana e da exclusão social. Não são santinhos não. Ah e aind atrabakham sem carteria assinada para descolar uma bolsa qualquer
sem opinião
avalie fechar
Fábio Rodrigo (1) 10/11/2009 21h44
Fábio Rodrigo (1) 10/11/2009 21h44
Lembra da expulsão dos pobres na maioria negros moradores dos cortiços demolidos para higienizar o Rio de Janeiro no século XIX (1878). Alguém pode recordar se houve algum plano decente de moradia para aquele povo?
Passaram apenas 131 anos e o que temos hoje?
1.006 favelas.Tudo é reflexo.
Alguém já ouviu falar de algum programa para ser realizado em longo prazo para as favelas do Rio de Janeiro?
Acreditam que promessas pitorescas apresentadas em campanhas eleitorais que em 4 anos de um mandato tudo estará tranquilo, tranquilo.
Enquanto isso toneladas de drogas e armas sobem o morro, pois existe um mercado a ser conquistado em cada morro, esquina ou avenida, pois o negócio é lucrativo: 1 grama de cocaína custa 10 reais, agora imagine apenas um ponto de drogas em cada uma das 1.006 favelas vendendo toneladas por mês.
Quem tem mais força controla. Antes era apenas um traficante, depois facções criminosas e, agora, milicianos, ex-policiais que acreditam neste mercado. Será que no futuro o Exército Nacional dominará este mercado? Se bem que muitas armas encontradas no morro são de uso exclusivo do Exército Nacional, quando não são de outros países. E nossas fronteiras, como a Marinha, a Força Aérea e o próprio Exército permitem a entrada de drogas e armas?
Agora tenho a certeza: "ta tudo dominado"!
6 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (772)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca