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Cotidiano
06/11/2009 - 10h02

Bares de Curitiba querem criar cadastro de cliente baderneiro

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DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba

Ter o nome na lista pode não significar acesso privilegiado a baladas de Curitiba. Donos de bares e casas noturnas querem criar um cadastro com o nome de clientes "baderneiros" e barrá-los na entrada.

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Os proprietários que participarem do projeto receberão uma lista com os nomes dos clientes mal comportados.

Divulgação
Bares de Curitiba querem fazer ficha de clientes incovenientes e barrá-los na entrada
Bares de Curitiba querem fazer ficha de clientes incovenientes e barrá-los na entrada

O cadastro começaria a ser alimentado com a apresentação obrigatória de documento de identidade na portaria. Com a relação, o cliente que causar problemas em um bar pode ser impedido de frequentar outro estabelecimento da cidade.

Os empresários começaram a se mobilizar na segunda (2), após um homem matar um garçom em um bar de Curitiba. Projetos de lei em tramitação na Câmara e na Assembleia autorizam que as informações sejam repassadas à polícia para ajudar nas investigações em casos de eventuais crimes.

"Queremos contribuir com a segurança dos nossos clientes, que são nosso maior patrimônio", diz Fábio Aguayo, presidente da divisão paranaense da Associação Brasileira dos Bares e Casas Noturnas.

Para a professora de direito constitucional e administrativo da PUC-PR Vivian Lopez Valle, a lei, se aprovada, irá ferir a Constituição. "Até que se prove o contrário, todos são inocentes perante a lei", diz.

Marcelo Conrado, especialista em direito administrativo, afirma não ver problemas em cadastrar o cliente. "Mas o poder de barrar uma pessoa cabe à polícia e não ao dono do bar."

Segundo Aguayo, ao menos 40 bares e casas noturnas de Curitiba já pedem que o cliente forneça a identidade ou número do celular antes de entrar no local. Ele afirma que o método é uma maneira de controlar o número de pessoas que os estabelecimentos comportam.

A Polícia Civil identificou o suspeito de ter feito o ataque em Curitiba por imagens do circuito de segurança e pela identidade que ele cadastrou quando entrou na boate. Leandro Maggioni, um ex-detento que responde a processo por roubo, foi preso horas depois do crime.

 

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