Peritos coletam saliva e fio de cabelo do casal Nardoni para análise
da Folha Online
Peritos coletaram nesta sexta-feira material genético do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá --acusados de matar a filha dele, Isabella Nardoni, 5,-- para que seja realizado um exame de DNA. Para a análise, o casal se recusou a fornecer sangue, seguindo orientação anterior da defesa. Foram coletadas, então, amostras de saliva e fios de cabelo.
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| Mastrângelo Reino/07.mai.08/Folha Imagem |
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| Anna Carolina e Alexandre são levados para cadeia após terem prisão decretada |
A realização do exame foi solicitada pelo advogado Roberto Podval para "provar que não é do casal" o sangue em que se basearam algumas perícias e boa parte da investigação sobre o assassinato. Apesar de ter aceitado a realização do exame genético, o juiz Maurício Fossen determinou que o material coletado seja examinado pelo IC (Instituto de Criminalística), e não por peritos apontados pela defesa dos Nardoni, como pedia o advogado, segundo o Ministério Público de São Paulo.
Isabella morreu em 29 de março de 2008, quando foi jogada do sexto andar do prédio onde moravam seu pai e sua madrasta, na zona norte de São Paulo. O casal está preso desde maio daquele ano --atualmente nos presídios feminino e masculino de Tremembé (a 147 km de São Paulo).
O promotor Francisco Cembranelli, que acompanhou o procedimento nesta sexta, voltou a afirmar que o exame "não significa nada" para a acusação. "A acusação não foi baseada em DNA. Acompanhei [o procedimento] porque fui intimado, porque houve determinação da Justiça", afirmou.
| Reprodução |
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| Ana Carolina Cunha de Oliveira e a filha, Isabella, 5, que caiu do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo |
A reportagem não conseguiu localizar o advogado do casal nesta sexta. Ontem, Podval afirmou que o objetivo dos exames é comprovar se o sangue armazenado no IC é dos acusados, já que, segundo ele, não existe um documento que comprove que eles doaram as amostras no início das investigações.
"Todas as provas da acusação foram geradas com base nesse material [o sangue do casal]. Mas eu tenho um documento assinado pelos dois [Alexandre e Anna Carolina] afirmando que não foi retirado sangue na época", afirmou. Na ocasião, ele negou, entretanto, que tenha exigido que o exame fosse feito por peritos particulares.
O advogado não quis comentar o que muda no processo caso seja comprovado que o sangue armazenado no IC não seja do casal. O material coletado já foi encaminhada ao Instituto de Criminalística.
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