Polícia prende dois suspeitos de matar ex-ministro do TSE em Brasília
da Folha Online
A Polícia Civil prendeu nesta semana dois suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), José Guilherme Villela, 73. Ele foi encontrado morto no dia 31 de agosto no apartamento em que morava, em Brasília.
Segundo informações da Polícia Civil, os dois suspeitos --de 23 e 28 anos-- cumprem prisão temporária desde quarta-feira (4). Ambos foram presos após ser localizada a chave original do apartamento do ex-ministro na casa em que eles moram.
A polícia informou que, inicialmente, procurava por drogas no local, após receber uma denúncia anônima. Depois da localização das chaves, os dois foram presos, mas até a tarde desta sexta, ainda era desconhecida a razão do crime. Com um dos suspeitos, foi localizado uma quantidade não informada de crack.
Além do ex-ministro, também foram mortas sua mulher, Maria carvalho Mendes Villela, 68, e a empregada, Francisca Nascimento da Silva, 58. Os corpos dos três foram encontrados pela neta do ex-ministro, que acionou a polícia.
Crime
Na noite do dia 31 de agosto, os corpos do ex-ministro, de sua mulher e da empregada foram encontrados em seu apartamento. Segundo a polícia, os corpos tinham sinais de facadas.
A polícia diz acreditar que o crime tenha ocorrido no final da tarde de sexta-feira anterior a localização dos corpos. A polícia encontrou junto às vítimas uma faca de 15 centímetros com marcas de sangue, que pode ter sido a arma do crime.
"Todos levaram facadas. Dois corpos estavam entre o corredor de serviço, que dá acesso à cozinha da residência. O outro, da proprietária do imóvel, estava vindo dos quartos em direção ao hall entrada do apartamento", afirmou a delegada.
Vargas ainda afirmou que as câmeras de segurança do prédio não armazenaram as imagens que poderiam identificar os responsáveis pela morte do ex-ministro. Segundo ela, as câmeras apenas registram o momento, mas não armazenam.
Histórico
Villela advogou para o ex-presidente Fernando Collor durante o processo de impeachment, em 1992.
Era formado em Direito pela Universidade de Minas e foi ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na década de 1980. Ele possuía um escritório de advocacia e atuava junto aos tribunais superiores.
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