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Cotidiano
06/11/2009 - 20h25

Cruz Vermelha Internacional facilitará socorro de baleados em favelas do Rio

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DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

O CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) --veterano na assistência a vítimas de guerra em todo o mundo-- vai facilitar, por meio de uma parceria, o acesso de agentes da Secretaria Municipal de Saúde às favelas do Rio para prestar socorro às vítimas de tiroteios e acidentes domésticos. As ações serão nos complexos da Maré e Alemão, Cantagalo, Cidade de Deus, Parada de Lucas, Vigário Geral e Vila Vintém.

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A secretaria informou que traçou um termo de cooperação com o CICV para melhorar a assistência às famílias que vivem em condições de maior risco "nas sete áreas de altíssima vulnerabilidade dentro de comunidades assoladas pela violência urbana". Ainda segundo o órgão, a previsão é que o projeto seja colocado em prática até o fim do ano.

A atuação de médicos, enfermeiros e psicólogos do governo municipal será baseada em três eixos: acesso às favelas com identificação de barreiras, saúde mental (estresse pós-traumático) e saúde do adolescente (gravidez e doenças sexualmente transmissíveis).

A porta-voz do CICV no Brasil, Sandra Lefcovich, afirmou à Folha Online que cerca de 50 instrutores já foram capacitados este ano e devem prestar apoio aos moradores das comunidades neste final de semana. Desde o ano passado, a Cruz Vermelha Internacional realiza trabalhos comunitários nos complexos do Alemão e da Maré, em Vigário Geral e Parada de Lucas.

"Este ano iremos ampliar o trabalho com o projeto de primeiros socorros em mais comunidades. O projeto não vai se restringir a feridos por balas, mas também a queimados e vítimas de acidentes domésticos. Nosso objetivo principal é melhorar o acesso à saúde de pessoas que moram em áreas de risco", disse Lefcovich.

Em julho deste ano, foi iniciado novo curso de instrutores de Primeiros Socorros Comunitários, com voluntários da CVB (Cruz Vermelha Brasileira) e moradores das sete comunidades. Com a iniciativa, a organização espera que os frequentadores das aulas tenham condições de atender feridos, sejam eles vítimas da violência ou de acidentes domésticos.

Entre as ações do comitê estão campanhas contra a dengue, tuberculose e DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis). De acordo com a porta-voz da Cruz Vermelha Internacional, entre abril e junho de 2009, as ações humanitárias atingiram cerca de seis mil habitantes das sete comunidades.

Comentários dos leitores
JOSE MOTTA (44) 18/11/2009 16h30
JOSE MOTTA (44) 18/11/2009 16h30
RIO, CIDADE MARAVILHOSA, CARTÃO VISITAS DO BRASIL, SEDE DA COPA DO MUNDO DE 2012 E OLIMPIADAS DE 2016. SABEM ONDEM O SALARIO DA POLICIA MILITAR É O MENOR DO BRASIL, ISSO MESMO MENOR QUE O ESTADO MAIS POBRE DO BRASIL. PRECISA FALAR, ENTÃO FALO: RIO DE JANEIRO. SENHOR SERGIO CABRAL. PARE DE POLITICAGEM E CHORAR NO OMBRO DO LULA E GOVERNE A O RIO DE JANEIRO. O POVO CARIOCA NÃO MERECE ISSO. sem opinião
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Polycarpo Quaresma (17) 11/11/2009 03h01
Polycarpo Quaresma (17) 11/11/2009 03h01
Não tem como "resolver" o problema de moradias quando a "comunidade" , ou seja o favelado, não paga luz, água, TV, IPTU, imposto de renda, aluguel, etc etc
Quer situação , financeiramente, melhor que esta? E tem mais eles aceita os traficante s numa boa.Alguém viu umfilme chamado "Sujos , Feios e Malvados" Vejam. MOstra uma outra perspectiva da natureza humana e da exclusão social. Não são santinhos não. Ah e aind atrabakham sem carteria assinada para descolar uma bolsa qualquer
sem opinião
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Fábio Rodrigo (1) 10/11/2009 21h44
Fábio Rodrigo (1) 10/11/2009 21h44
Lembra da expulsão dos pobres na maioria negros moradores dos cortiços demolidos para higienizar o Rio de Janeiro no século XIX (1878). Alguém pode recordar se houve algum plano decente de moradia para aquele povo?
Passaram apenas 131 anos e o que temos hoje?
1.006 favelas.Tudo é reflexo.
Alguém já ouviu falar de algum programa para ser realizado em longo prazo para as favelas do Rio de Janeiro?
Acreditam que promessas pitorescas apresentadas em campanhas eleitorais que em 4 anos de um mandato tudo estará tranquilo, tranquilo.
Enquanto isso toneladas de drogas e armas sobem o morro, pois existe um mercado a ser conquistado em cada morro, esquina ou avenida, pois o negócio é lucrativo: 1 grama de cocaína custa 10 reais, agora imagine apenas um ponto de drogas em cada uma das 1.006 favelas vendendo toneladas por mês.
Quem tem mais força controla. Antes era apenas um traficante, depois facções criminosas e, agora, milicianos, ex-policiais que acreditam neste mercado. Será que no futuro o Exército Nacional dominará este mercado? Se bem que muitas armas encontradas no morro são de uso exclusivo do Exército Nacional, quando não são de outros países. E nossas fronteiras, como a Marinha, a Força Aérea e o próprio Exército permitem a entrada de drogas e armas?
Agora tenho a certeza: "ta tudo dominado"!
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