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Cotidiano
07/11/2009 - 10h02

Polícia investiga participação de funcionários em assalto a carro-forte em SP

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ANDRÉ CARAMANTE
da Folha de S.Paulo
MAURÍCIO SIMIONATO
da Agência Folha, em Campinas

A Polícia Civil investiga a participação de funcionários da transportadora de valores Prosegur no assalto a um carro-forte da empresa anteontem à noite. Isso porque o alvo da quadrilha era apenas um dos dois blindados que passavam pela Anhanguera --o que transportava R$ 5 milhões. O outro estava vazio. Além disso, os ladrões chamarem alguns dos oito vigilantes pelo nome.

Nenhum representante da Prosegur falou sobre o roubo.

Em roubos como o de anteontem em Araras (169 km de São Paulo), nos quais os ladrões usam táticas militares de ação, existem duas frentes para tentar descobrir como os ladrões receberam informações privilegiadas sobre os carros-fortes: quem deu informação foi cooptada por dinheiro ou foi ameaçado de morte pelos ladrões.

Quando começam a planejar um roubo, ladrões tentam uma aproximação "amigável" com o funcionário da empresa de segurança ou de transporte de valores que pretendem assaltar e, em troca das informações, eles oferecem dinheiro.

Caso o funcionário se recuse a ajudar, os criminosos passam a ameaçá-lo de morte. Se a resistência permanecer, as intimidações se voltam para os familiares do funcionário.

Em alguns casos, os ladrões até apresentam ao funcionário fotos de filhos indo para a escola, por exemplo. Tudo para demonstrar que, caso não ajude no plano, os criminosos podem atingir qualquer um.

Procurados para falar sobre os roubos contra carros-fortes (Amparo, Mauá e Araras), o secretário da Segurança da gestão José Serra (PSDB), Antonio Ferreira Pinto, e o delegado-geral da Polícia Civil, Domingos Paulo Neto, não quiseram dar entrevista.

 

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