Cotidiano
09/11/2009 - 07h38

Polícia Militar é acusada de agressão em parada gay em Santo André (SP)

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ALENCAR IZIDORO
da Folha de S.Paulo

Participantes da Parada do Orgulho Gay de Santo André, no ABC paulista, acusaram PMs por agressões no evento realizado na tarde de domingo (8). Houve queixas inclusive de representantes dos governos José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) --que foram atingidos por spray de pimenta.

O advogado Dimitri Sales, 30, coordenador de políticas de diversidade sexual, ligado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do governo de São Paulo, disse que um PM apontou uma arma em sua direção.

Ele e outro advogado, Gustavo Menezes, 36, assessor jurídico da coordenadoria de diversidade sexual da Secretaria de Participação e Parceria da Prefeitura de São Paulo, disseram ter sido atingidos por spray de pimenta após abordarem um policial militar que puxava uma mulher pelo pescoço.

O incidente ocorreu no final do evento, às 18h, quando as vias seriam desobstruídas.
"Houve excesso. As pessoas eram retiradas com cassetetes, viaturas eram jogadas em cima das pessoas", declarou Sales.

"Não havia resistência nenhuma para sair da rua. Estavam agredindo aleatoriamente", afirmou Menezes, que também é coordenador do Centro de Combate à Homofobia.

"É uma ação homofóbica. A polícia agrediu muito gente", reclamou Marcelo Gil, 41, organizador do evento que, segundo ele, reuniu 40 mil pessoas.

Na quinta edição, a parada gay devia ter começado às 12h, mas atrasou por ter sido impedida a saída de um trio elétrico.

O capitão André Luiz, da Polícia Militar, disse que foi aberto um inquérito para apurar se houve excesso devido à queixa de Dimitri Sales. Mas afirma que existiu necessidade de intervenção porque alguns participantes invadiram residências e postos de gasolina e outros se negavam a liberar a avenida no horário. Ele declarou que a polícia só usou "meios moderados", como spray de pimenta.

 

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