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Cotidiano
12/11/2009 - 00h31

Marcola é condenado a 29 anos de prisão por morte de juiz

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da Folha Online

Após julgamento de quase dez horas, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, foi condenado por júri popular a 29 anos de prisão pelo assassinato do juiz Antônio José Machado Dias.

Marcola, apontado como chefe da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), não poderá recorrer da decisão em liberdade por ser reincidente e possuir "maus antecedentes". O crime ocorreu em 2003, em Presidente Prudente (SP).

Segundo o TJ, o julgamento foi comandado pelo juiz Alberto Anderson, do 1º Tribunal do Júri, o mesmo que comandou o julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cravinhos. Marcola não compareceu ao julgamento.

Rogerio Cassimiro-- 8.jun.06/Folha Imagem
Acusado de assassinar o juiz Antônio José Machado Dias, em março de 2003, o líder da facção criminosa PCC foi a júri popular
Acusado de assassinar o juiz Antônio José Machado Dias, em março de 2003, o líder da facção criminosa PCC foi a júri popular

O julgamento de Marcola deveria ter sido realizado no mês passado, mas seu advogado, Roberto Parentoni, se retirou do julgamento alegando cerceamento da defesa do acusado. Ele é apontado como mandante do crime pela acusação, e não acompanha o julgamento. O TJ não informou a causa da ausência dele.

Quatro pessoas já foram condenadas pelo assassinato do juiz. João Carlos Rangel Luisi foi condenado a 19 anos de reclusão em regime fechado; Ronaldo Dias, o Chocolate, foi condenado a 16 anos e oito meses de prisão; e Reinaldo Teixeira dos Santos foi condenado a 30 anos de reclusão em regime fechado.

No mês passado, Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, também integrante do PCC, foi condenado a 29 anos de prisão pela morte do juiz. A defesa do criminoso informou que recorrerá da decisão.

Crime

Machado Dias, que era juiz-corregedor da Vara de Execuções Criminais e corregedor dos Presídios de Presidente Prudente, foi assassinado pouco depois de deixar o fórum local, em 14 de março de 2003. Ele foi baleado após seu carro ser fechado por dois outros veículos.

Responsável por conceder ou negar benefícios para presos da região --entre eles líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), o juiz era considerado sério e duro ao julgar pedidos dos presos.

 

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