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Cotidiano
12/11/2009 - 18h55

Aranhas apreendidas em malas de britânico no Rio eram do Paraguai; multa é de R$ 1 mi

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DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

O britânico Lee Ardern, 26, que foi preso na noite de quarta-feira (11) pela Polícia Federal com cerca de mil aranhas vivas em duas malas foi flagrado pelos detectores do aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio, quando retornava de um voo do Paraguai, segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis).

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Mais cedo, a PF disse que o estrangeiro viajaria para Londres na noite de ontem, mas sua viagem estava marcada para as 20h desta quinta-feira.

PF/Divulgação
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O chefe da Divisão de Fiscalização do Ibama, Carlos Magno, afirmou que as aranhas foram compradas pelo britânico por US$ 5 cada no Paraguai. Magno ainda disse que Ardern planejava vendê-las na Inglaterra por US$ 50 cada, a pessoas que adotam os bichos como animais de estimação, normalmente em aquários.

O especialista afirmou que o simples contato com os bichos causa um pouco de irritação, mas o veneno delas não é letal. O britânico foi multado em R$ 1,3 milhão e tem 20 dias para se defender.

De acordo com a polícia, por enquanto, Ardern terá que ficar no Brasil. O subchefe da delegacia da PF do aeroporto, Rafael Potsch Andreata, afirmou que, após prestar depoimento nesta quinta, o estrangeiro admitiu que planejava vender os animais na Inglaterra.

"Ele é dono de um pet shop em Londres e estaria vendendo aranhas lá. Estamos investigando se ele já fez isso mais vezes e se há algum outro tipo de venda para extração de veneno para fabricar remédios", disse à Folha Online Andreata.

O subchefe da delegacia da PF no aeroporto afirmou que o britânico poderá responder em liberdade, mas terá que se comprometer em comparecer ao Juizado Especial Federal. O destino das aranhas apreendidas será, a princípio, o Museu Nacional, onde passarão por perícia e posteriormente catalogadas, de acordo com a polícia. A PF não informou se ele já tem advogado.

 

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