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Cotidiano
12/11/2009 - 19h06

Dilma admite que Brasil não está livre de blecautes, mas nega racionamento

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
SOFIA FERNANDES
colaboração para a Folha Online, em Brasília

Atualizado às 19h16.

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) admitiu nesta quinta-feira que o Brasil não está livre de sofrer novos blecautes, como o que deixou 18 Estados às escuras nesta terça (10). "Nós não estamos livres de blecaute", afirmou. "O que nós prometemos é que não terá neste país mais racionamento", completou a ex-ministra de Minas e Energia.

Leia a cobertura completa sobre o blecaute
Veja fotos do apagão que atingiu grande parte do país
Dilma fala pela 1ª vez sobre apagão e diz que caso está "encerrado"

Hoje, Dilma falou pela primeira vez sobre o blecaute e, assim como o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), também afirmou que o apagão é um "caso encerrado" para o governo.

"Nós trabalhamos com sistema de transmissão de milhares de quilômetros de rede, e interrupções desse sistema ninguém promete que não vai ter. Nós prometemos que não terá racionamento, porque racionamento é barbeiragem", afirmou Dilma, que ainda negou que o país tenha sofrido um apagão. "Não teve [apagão]. Uma coisa é blecaute [outra é apagão]".

A ministra repetiu o que foi dito pelo ministro Lobão um dia antes, que atribuiu o blecaute nacional a problemas climáticos.

"O que aconteceu é que o sistema foi submetido a uma situação muito grave de ventos, raios e chuvas. E com isso terminou tendo sido desligado. O sistema se protegeu, ele se desligou", afirmou Dilma, em evento em Brasília.

Dilma foi criticada pela oposição por não ter se pronunciado antes. Ex-ministra de Minas e Energia, ela ocupou a pasta de 2003 a junho de 2005. Ela negou, porém, que o sistema de abastecimento energético brasileiro seja vulnerável.

"Lamento muito o que aconteceu com os consumidores, acho que de fato é muito desagradável, agora fazer deliberadamente confusão onde não tem é tentar apresentar o país com uma fragilidade que não existe. Esse país hoje tem mais energia do que teve em qualquer momento anterior. Isso é muito sério"

Segundo a ministra chefe da Casa Civil, caso sejam apontados responsáveis pela falha, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) tem obrigação de puni-los. "A Aneel vai punir. Se ela descobrir responsabilidades é obrigação dela punir", afirmou.

Danilo Verpa/Folha Imagem
Praça da Sé, em São Paulo, fica às escuras durante apagão que atingiu 18 Estados
Praça da Sé, em São Paulo, fica às escuras durante apagão que atingiu 18 Estados
Comentários dos leitores
Ricardo Costa (322) 20/11/2009 17h08
Ricardo Costa (322) 20/11/2009 17h08
Esclarecida a culpa do apagão.
De novo, recai sobre o estagiário.
No primeiro dia de trabalho, disseram para o estagiário de Itaipu:
"- Quando sair, apaga tudo".
Foi isso que aconteceu.
sem opinião
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Sergio Lavinas (199) 19/11/2009 19h51
Sergio Lavinas (199) 19/11/2009 19h51
"Diretor de Itaipu avalia como quase impossível risco de novo blecaute"
O nome da sumidade que declarou isso é Jorge Samek.
Além de ser um adivinho, Samek é apadrinhado do Lula e, de quebra, engenheiro agrônomo.
Isso mesmo, o singular adivinho não tem formação em Engenharia Elétrica.
Como eu não acredito no Engº Agrônomo, já estou me municiando de:
a) Velas e lampiões a querosene ou a gás,
c) Não me esqueci das caixas de fósforos, os isqueiros não são próprios para acender os lampiões.
d) Troquei também as geladeiras elétricas para aquelas com compressor a querosene.
e) Para o banho, cada um da família que faça o melhor que puder.
f) Para lavar roupa, usaremos o "braço".
g) Para passar roupa, já adquiri o ferro de passar a carvão.
Para usufruir de todas as demais facilidades elétricas da vida moderna, computador, rádio e etc., de tempos em tempos viajarei para fora do Brasil.
Quem quiser, que me copie.
GOMMT
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alexandre bakunin (105) 19/11/2009 15h40
alexandre bakunin (105) 19/11/2009 15h40
Renato Vieira (9) 18/11/2009 21h28
Renato, o que precisamos $aber é quanto o Cacique
Cobra Coral cobra para uma consultoria deste naipe.
Depois de telefonar pro Eike, digo Ueke, digo Ike, soube que qualquer 7 mijones de reales estaria razoável para uma consultoria de tamanha envergadura. Se já está na conta da ONG? Calma, sô.
Agora, se a consultoria incluir também uma mandinga, o jabá ficará mais caro.
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