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Cotidiano
14/11/2009 - 00h17

Saiba mais sobre o Rodoanel Mário Covas

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da Folha Online

O Rodoanel Mário Covas é um anel viário planejado para circundar a Grande São Paulo, interligando as rodovias que chegam à capital: Bandeirantes, Anhanguera, Castello Branco, Raposo Tavares, Régis Bittencourt, Anchieta, Imigrantes, Ayrton Senna, Fernão Dias e Dutra. A obra teve início em 1998, no governo Mário Covas (1995-2001), e o governo estadual tenta garantir que esteja completa para a Copa do Mundo de 2014.

O objetivo da obra, que atravessa a zona urbana de vários municípios, é eliminar o trânsito de passagem, caminhões que atravessam a capital para chegar aos seus destinos e acabam contribuindo para congestionamentos.

A execução foi dividida em quatro trechos, Oeste, Sul, Leste e Norte, sendo que apenas a parte Oeste está concluída. Esse trecho, inaugurado em 2002, tem extensão de 32 quilômetros e interliga as rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castello Branco, Anhanguera e Bandeirantes.

A concessionária CCR administra o trecho oeste, que recebe cerca de 240 mil veículos por dia, e cobra pedágio de R$ 1,30 para carros de passeio e R$ 1,30 por eixo de caminhões e ônibus. Segundo o governo, os R$ 2 bilhões cobrados pela outorga da concessão do trecho Oeste destinam-se a cobrir custos da construção do trecho Sul

Afetado pelo acidente desta sexta-feira, o trecho sul é a segunda etapa do Rodoanel. Depois de atrasos em licitações e pendências ambientais, a obra, de 61 km -- 57 km de extensão mais 4,4 km de interligação com a avenida Papa João 23--, começou em 2006. O governo prevê que a obra seja entregue em março do ano que vem.

Compõem o consórcio responsável pelas obras do trecho sul do Rodoanel as empreiteiras OAS, Mendes Júnior e Carioca.

O trecho cruza os municípios de Mauá, Ribeirão Pires, Santo André, São Bernardo do Campo, São Paulo (região de Parelheiros e Capela do Socorro), Itapecerica da Serra e Embu. O governo do Estado estima que o custo final da obra do trecho sul chegue a perto de R$ 4,5 bilhões, dos quais R$ 1,2 bilhão são de participação do governo federal.

As obras dos trechos leste e norte ainda não foram licitadas. O secretário dos Transportes, Mauro Arce, disse no início deste mês acreditar que o trecho Leste deve começar em 2010 e que o trecho Norte terá ao menos a licença ambiental já no ano que vem.

Com Folha de S.Paulo

 

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